Bem-Estar Corporativo

O que são terceiros lugares e por que eles importam?

Última alteração 22 de jun. de 2026

Tempo de leitura: 19 minutos
Pessoa realizando agachamento com barra carregada apoiada nos ombros em uma academia, usando conjunto esportivo roxo. Ao fundo, há equipamentos de musculação, barras, anilhas e argolas suspensas.

Os terceiros lugares são espaços de convivência que existem além da casa e do trabalho, onde as pessoas podem socializar, criar vínculos e participar da vida em comunidade. 

Parques, bibliotecas, centros culturais, academias, grupos de corrida e até algumas cafeterias podem desempenhar esse papel ao oferecer oportunidades para que as pessoas se encontrem, compartilhem interesses e construam relacionamentos fora das obrigações cotidianas.

Embora o conceito tenha sido criado há décadas, ele ganhou relevância renovada nos últimos anos. O avanço do trabalho híbrido, a digitalização das relações e o aumento das preocupações com o isolamento social fizeram com que governos, especialistas e organizações passassem a discutir com mais atenção a importância dos espaços de convivência. 

Em 2025, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou o relatório da Comissão sobre Conexão Social, reconhecendo que ela é um componente essencial da saúde e do bem-estar e alertando para os impactos da solidão e do isolamento social em escala global. 

Essa discussão está diretamente ligada ao conceito de saúde social, que se refere à capacidade de criar e manter relacionamentos significativos e participar da vida em comunidade. 

Assim como a saúde física e mental, a saúde social influencia a qualidade de vida, o senso de pertencimento e até a longevidade. Nesse contexto, os terceiros lugares deixam de ser apenas um tema da sociologia e passam a fazer parte das conversas sobre bem-estar, hábitos saudáveis e qualidade de vida.

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O que são terceiros lugares?

Os terceiros lugares são ambientes frequentados voluntariamente pelas pessoas para socializar, relaxar, aprender ou participar de atividades em grupo. Diferentemente da casa — considerada o primeiro lugar — e do trabalho — o segundo lugar —, eles funcionam como espaços intermediários onde a convivência acontece de forma mais espontânea.

O conceito foi popularizado pelo sociólogo americano Ray Oldenburg no livro The Great Good Place, publicado em 1989. Em seus estudos, Oldenburg observou que comunidades fortes dependem não apenas das relações familiares e profissionais, mas também de espaços onde as pessoas possam se encontrar regularmente, trocar experiências e criar vínculos de forma natural.

O que torna um local um terceiro lugar não é necessariamente sua estrutura física, mas a forma como ele é utilizado. Um parque pode ser um terceiro lugar para um grupo de caminhada. Uma academia pode cumprir esse papel para quem frequenta aulas coletivas. Uma biblioteca, um centro cultural ou até uma feira de bairro também podem se transformar em pontos de encontro que fortalecem a vida comunitária.

Mais do que oferecer entretenimento ou serviços, esses espaços ajudam a criar oportunidades de interação social. 

Essa função tem ganhado destaque à medida que pesquisas mostram a importância das conexões sociais para a saúde e o bem-estar. Um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD) destaca que pessoas com redes sociais mais fortes tendem a apresentar melhores indicadores de saúde, bem-estar e participação comunitária. 

Como surgiu o conceito de terceiros lugares?

Ray Oldenburg criou o termo "terceiro lugar" para descrever ambientes que ajudam a sustentar a vida social das comunidades. Segundo o autor, a casa e o trabalho desempenham papéis importantes na rotina das pessoas, mas não são suficientes para atender à necessidade humana de convivência e pertencimento.

Em sua análise, os terceiros lugares possuem algumas características em comum. Eles costumam ser acessíveis, acolhedores e abertos à participação de diferentes grupos. Além disso, incentivam encontros informais e recorrentes, criando oportunidades para que as pessoas desenvolvam relações que vão além dos círculos familiares e profissionais.

Quando Oldenburg publicou suas ideias, a preocupação estava principalmente relacionada à vida urbana e ao fortalecimento das comunidades locais. Hoje, porém, o conceito ganhou novas camadas de significado. Em um contexto marcado pela digitalização das relações, pelo trabalho remoto e pelo aumento das discussões sobre saúde social, os terceiros lugares passaram a ser vistos como parte importante da infraestrutura de bem-estar de uma sociedade.

Essa mudança de perspectiva aparece em iniciativas recentes de organizações internacionais. O relatório da Comissão sobre Conexão Social da OMS argumenta que fortalecer oportunidades de interação social pode trazer benefícios para indivíduos, comunidades e sistemas de saúde, reforçando a importância de ambientes que favoreçam a convivência presencial. 

Quais espaços podem ser considerados terceiros lugares?

Não existe uma lista definitiva de terceiros lugares. O que define esses espaços é a capacidade de promover encontros, estimular a participação social e fortalecer o senso de pertencimento.

Parques e praças são exemplos clássicos porque permitem que pessoas de diferentes perfis compartilhem atividades e convivam em um ambiente comum. Bibliotecas, centros culturais e espaços comunitários também costumam desempenhar esse papel ao reunir indivíduos em torno de interesses semelhantes.

Nos últimos anos, outros ambientes passaram a integrar essa discussão. Academias, estúdios de yoga, boxes de treinamento funcional e grupos de corrida são exemplos cada vez mais frequentes. Além de incentivar a prática de atividade física, esses espaços criam oportunidades para interação social, troca de experiências e construção de relacionamentos.

Essa evolução reflete uma compreensão mais ampla sobre bem-estar. Hoje, sabe-se que saúde não depende apenas de fatores físicos e mentais. A qualidade das conexões sociais também influencia a forma como as pessoas vivem, trabalham e enfrentam desafios cotidianos. 

Por isso, os terceiros lugares continuam relevantes mesmo em uma sociedade cada vez mais conectada digitalmente: eles oferecem algo que a tecnologia não consegue substituir completamente — a experiência de compartilhar momentos, interesses e objetivos com outras pessoas.

Benefícios dos terceiros lugares para o bem-estar

Os terceiros lugares exercem um papel importante na forma como as pessoas constroem relacionamentos, desenvolvem hábitos e encontram apoio fora dos ambientes doméstico e profissional. Embora muitas vezes sejam associados apenas à convivência, seu impacto vai além da socialização. Eles ajudam a fortalecer a saúde social, reduzem o isolamento e criam oportunidades para que as pessoas cuidem da saúde física e mental de forma mais integrada.

Em um momento em que o bem-estar é entendido como resultado da combinação entre diferentes dimensões da saúde, os terceiros lugares oferecem algo que nem sempre pode ser encontrado em casa ou no trabalho: oportunidades para interações espontâneas, senso de pertencimento e participação em atividades compartilhadas. 

A seguir, veja alguns dos principais benefícios desses espaços.

Fortalecimento das conexões sociais

Os seres humanos são naturalmente sociais. No entanto, construir e manter relacionamentos exige tempo, proximidade e espaços adequados para que os encontros aconteçam. É justamente aí que os terceiros lugares desempenham um papel importante.

Esses ambientes facilitam interações que normalmente não surgiriam dentro dos círculos familiares ou profissionais. Seja durante uma aula coletiva na academia, um encontro em um parque ou uma atividade cultural, as pessoas têm a oportunidade de conhecer novos grupos, compartilhar interesses e desenvolver relações que podem se transformar em redes de apoio.

A importância dessas conexões vai além da companhia. O relatório State of Social Connections, da Gallup, mostra que pessoas que possuem relações sociais fortes tendem a apresentar níveis mais elevados de bem-estar e satisfação com a vida. 

Esse aspecto é especialmente relevante em grandes centros urbanos, onde muitas pessoas convivem diariamente com milhares de indivíduos, mas ainda assim relatam sentimentos de desconexão e solidão. Os terceiros lugares ajudam a preencher essa lacuna ao criar oportunidades para encontros recorrentes e relações mais significativas.

Redução do isolamento social

A solidão deixou de ser vista apenas como uma experiência individual e passou a ser reconhecida como um desafio de saúde pública.

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que divulgou os resultados da Comissão sobre Conexão Social da OMS, uma em cada seis pessoas no mundo é afetada pela solidão. O relatório também destaca que conexões sociais mais fortes estão associadas a melhores resultados de saúde e à redução do risco de morte prematura.

Embora os terceiros lugares não sejam uma solução única para esse problema, eles podem contribuir para reduzir alguns dos fatores que alimentam o isolamento social. Ao oferecer ambientes acessíveis e acolhedores, criam oportunidades para que as pessoas participem de atividades coletivas, encontrem grupos com interesses semelhantes e desenvolvam um maior senso de pertencimento.

Esse papel se torna ainda mais relevante em um contexto de trabalho híbrido e remoto. Com menos interações presenciais acontecendo de forma espontânea no escritório, muitas pessoas passaram a buscar outros espaços para construir relações sociais e fortalecer sua participação na comunidade.

Além de favorecer encontros, os terceiros lugares ajudam a criar rotinas sociais. Frequentar regularmente um grupo de corrida, uma biblioteca, um centro cultural ou uma academia permite que as conexões se desenvolvam ao longo do tempo, algo fundamental para transformar interações ocasionais em relacionamentos duradouros.

Promoção da saúde física e mental

Os benefícios dos terceiros lugares não se limitam à vida social. Eles também podem contribuir para a saúde física e mental ao incentivar hábitos saudáveis e criar ambientes que favorecem o equilíbrio entre diferentes áreas da vida.

Muitos desses espaços estimulam a prática de atividades físicas, o aprendizado contínuo, a participação em iniciativas comunitárias e o desenvolvimento de interesses pessoais. Essas experiências ajudam as pessoas a diversificar sua rotina e encontrar fontes de satisfação que não estão relacionadas apenas ao trabalho ou às responsabilidades domésticas.

A relação entre conexões sociais e bem-estar também aparece em outras pesquisas recentes. O World Happiness Report 2025 destaca que interações sociais regulares, atividades compartilhadas e a participação em comunidades estão entre os fatores mais consistentemente associados à felicidade e à qualidade de vida.

Ao mesmo tempo, cresce o reconhecimento de que a saúde social é um componente essencial do bem-estar. Um artigo publicado em 2025 na The Lancet Public Health argumenta que os relacionamentos e a participação social devem ser considerados elementos centrais das estratégias de promoção da saúde, ao lado dos aspectos físicos e mentais.

Nesse cenário, os terceiros lugares funcionam como ambientes onde diferentes dimensões do bem-estar se encontram. Eles incentivam o movimento, aprendizado, convivência e pertencimento, contribuindo para uma visão mais ampla e sustentável da saúde.

Por que os terceiros lugares ganharam relevância nos últimos anos?

Embora o conceito de terceiros lugares tenha sido criado há mais de três décadas, sua importância ganhou destaque em discussões recentes sobre bem-estar, saúde social e qualidade de vida. Mudanças na forma como as pessoas trabalham, se relacionam e cuidam da própria saúde ajudaram a reposicionar esses espaços como elementos importantes da vida cotidiana.

Além disso, organizações internacionais passaram a dedicar mais atenção aos impactos da solidão, do isolamento social e da perda de vínculos comunitários. Nesse contexto, os terceiros lugares voltaram ao centro do debate porque oferecem oportunidades para fortalecer conexões e criar experiências compartilhadas fora dos ambientes tradicionais.

O trabalho híbrido reduziu os espaços de convivência espontânea

Por muitos anos, o escritório funcionou como um dos principais ambientes de interação social para grande parte da população economicamente ativa. Conversas informais, encontros durante intervalos e atividades presenciais contribuíam para a construção de relacionamentos que extrapolavam as tarefas profissionais.

Com a expansão do trabalho remoto e híbrido, muitas dessas interações passaram a acontecer com menos frequência. Embora esse modelo tenha trazido benefícios importantes, como maior flexibilidade e autonomia, ele também reduziu alguns dos momentos de convivência espontânea que faziam parte da rotina de trabalho.

Isso não significa que as pessoas deixaram de se conectar. Em muitos casos, elas passaram a buscar novas formas de socialização em outros ambientes. É nesse contexto que os terceiros lugares ganharam relevância. Academias, grupos esportivos, parques, centros culturais e espaços comunitários passaram a oferecer oportunidades para encontros presenciais que complementam as interações digitais.

Mais do que substituir o escritório, esses espaços ajudam a ampliar as possibilidades de convivência, permitindo que as relações sejam construídas em torno de interesses compartilhados, hábitos saudáveis e participação comunitária.

A saúde social entrou na pauta do bem-estar

Durante muito tempo, as discussões sobre saúde estiveram concentradas principalmente nos aspectos físicos e mentais. Nos últimos anos, porém, a dimensão social do bem-estar passou a receber mais atenção de pesquisadores, organizações internacionais e formuladores de políticas públicas.

A própria Comissão sobre Conexão Social da OMS defende que relacionamentos saudáveis e oportunidades de interação social são componentes essenciais para a qualidade de vida. A recomendação reflete uma mudança importante: o reconhecimento de que a forma como as pessoas se conectam também influencia sua saúde e bem-estar.

Essa perspectiva ajuda a explicar por que os terceiros lugares continuam relevantes mesmo em uma era marcada pela tecnologia. Embora as ferramentas digitais facilitem a comunicação, elas nem sempre substituem os benefícios associados à convivência presencial, ao senso de comunidade e às experiências compartilhadas.

A crescente atenção à saúde social também ajuda a ampliar a compreensão sobre o papel desses espaços. Eles não servem apenas para lazer ou entretenimento. Em muitos casos, funcionam como pontos de encontro que fortalecem redes de apoio, promovem pertencimento e estimulam a participação na vida coletiva.

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Academias e espaços de bem-estar se tornaram novos terceiros lugares

A busca por bem-estar também transformou a forma como as pessoas utilizam determinados espaços. Ambientes voltados à atividade física e ao autocuidado passaram a exercer funções que vão além do objetivo original de melhorar o condicionamento físico ou reduzir o estresse.

Segundo o Panorama do Bem-Estar Corporativo 2026, do Wellhub, academias, estúdios de bem-estar e espaços ao ar livre estão se consolidando como novos terceiros lugares, reunindo pessoas em torno de interesses comuns e promovendo experiências que combinam saúde, socialização e senso de pertencimento.

A mudança está relacionada a uma transformação mais ampla nas prioridades dos trabalhadores. O mesmo estudo mostra que 89% dos profissionais consideram o bem-estar tão importante quanto o salário ao avaliar uma oportunidade de trabalho. Esse dado ajuda a explicar por que ambientes que favorecem hábitos saudáveis e conexões sociais passaram a ocupar um espaço maior na rotina das pessoas.

Nesse contexto, os terceiros lugares assumem uma função que vai além da convivência. Eles se tornam espaços onde bem-estar, comunidade e desenvolvimento pessoal podem coexistir, ajudando as pessoas a construir relações significativas enquanto cuidam da própria saúde.

Academias e espaços de bem-estar podem ser considerados terceiros lugares?

À medida que o conceito de bem-estar se torna mais abrangente, cresce também o reconhecimento de que alguns espaços voltados à saúde desempenham funções que vão além da prática de exercícios físicos. Academias, estúdios de yoga, boxes de treinamento funcional, grupos de corrida e outras iniciativas ligadas ao movimento passaram a reunir características tradicionalmente associadas aos terceiros lugares.

Esses ambientes oferecem oportunidades para que as pessoas se encontrem regularmente, compartilhem interesses e construam relacionamentos em torno de objetivos comuns. Em muitos casos, a atividade física funciona como um ponto de partida para conexões que se estendem para além daquele espaço, fortalecendo o senso de pertencimento e ampliando as redes de apoio social.

Essa transformação reflete uma mudança na forma como o bem-estar é percebido. Em vez de ser tratado apenas como uma responsabilidade individual, ele passa a ser visto como uma experiência que também envolve convivência, comunidade e suporte mútuo.

O papel da atividade física na construção de conexões

A prática de atividade física costuma ser associada a benefícios como melhora do condicionamento físico, aumento da disposição e redução do estresse. No entanto, seu impacto social nem sempre recebe a mesma atenção.

Atividades realizadas em grupo criam oportunidades para que as pessoas interajam de forma recorrente, compartilhem desafios e celebrem conquistas em conjunto. Com o tempo, essas experiências ajudam a construir relações baseadas em interesses e objetivos semelhantes.

Isso ajuda a explicar por que ambientes voltados ao movimento frequentemente se tornam espaços de convivência. Diferentemente de encontros ocasionais, eles oferecem uma estrutura que favorece a continuidade das interações. Uma aula semanal, um treino coletivo ou um grupo de corrida cria momentos regulares de contato, condição importante para o desenvolvimento de vínculos mais duradouros.

Além disso, participar de atividades em grupo pode aumentar o sentimento de comprometimento e engajamento com hábitos saudáveis. Quando as pessoas se sentem parte de uma comunidade, tendem a encontrar mais motivação para manter comportamentos positivos ao longo do tempo.

Quando o bem-estar se torna uma experiência coletiva

Os terceiros lugares mostram que o bem-estar não acontece apenas em nível individual. Ele também é influenciado pelos ambientes que frequentamos e pelas relações que construímos ao longo da vida.

Nesse sentido, academias e espaços de bem-estar se destacam por combinar diferentes dimensões da saúde em uma única experiência. Eles incentivam o movimento, favorecem a socialização e criam oportunidades para o desenvolvimento de um senso de pertencimento — fatores que contribuem para uma visão mais integrada do bem-estar.

Essa tendência aparece no Panorama do Bem-Estar Corporativo 2026, que aponta uma mudança nas prioridades dos trabalhadores. Cada vez mais, as pessoas buscam experiências que promovam equilíbrio, conexão e qualidade de vida, e não apenas resultados relacionados ao desempenho profissional.

Por isso, a discussão sobre terceiros lugares vai além da localização física. O que torna um espaço relevante é sua capacidade de reunir pessoas, incentivar interações significativas e contribuir para hábitos que favoreçam a saúde física, mental e social. 

Quando isso acontece, academias, estúdios e outras iniciativas de bem-estar deixam de ser apenas locais de prática esportiva e passam a desempenhar um papel importante na construção de comunidades mais conectadas.

Como empresas podem incentivar o acesso a terceiros lugares?

Embora os terceiros lugares sejam frequentemente associados a escolhas individuais e iniciativas comunitárias, as empresas também podem contribuir para ampliar o acesso a esses espaços. Essa participação não significa criar novos ambientes de convivência, mas sim oferecer condições para que as pessoas tenham mais oportunidades de desenvolver hábitos saudáveis, fortalecer conexões sociais e participar de atividades fora do contexto profissional.

A discussão ganha relevância à medida que organizações passam a reconhecer que o bem-estar é influenciado por fatores que vão além do ambiente de trabalho. Saúde física, mental e social estão interligadas, e cada uma delas pode ser impactada pelas experiências que os colaboradores vivenciam dentro e fora do expediente.

O impacto para colaboradores

Ter acesso a espaços que favorecem a convivência e o bem-estar pode trazer benefícios que vão além do lazer. Os terceiros lugares oferecem oportunidades para que as pessoas construam relacionamentos, desenvolvam interesses pessoais e encontrem formas de equilibrar diferentes aspectos da vida cotidiana.

Esse processo é especialmente importante em um contexto em que muitas relações profissionais acontecem de forma remota ou híbrida. Para alguns trabalhadores, academias, grupos esportivos, centros culturais e iniciativas comunitárias passaram a ocupar parte do espaço que antes era preenchido por interações presenciais no escritório.

Além de favorecer a criação de vínculos, esses ambientes podem estimular comportamentos associados a uma melhor qualidade de vida. A participação em atividades físicas, culturais ou coletivas tende a ampliar as oportunidades de interação social e a fortalecer o senso de pertencimento, fatores que influenciam diretamente a experiência de bem-estar.

Quando as pessoas conseguem integrar hábitos saudáveis à rotina e manter relações sociais significativas, os benefícios costumam se refletir em diferentes áreas da vida, incluindo disposição, engajamento e satisfação pessoal.

O papel dos programas de bem-estar corporativo

Nos últimos anos, muitas empresas passaram a investir em iniciativas que ajudam colaboradores a cuidar da saúde de forma mais ampla. Em vez de concentrar esforços apenas na prevenção de doenças, cresce o interesse por estratégias que incentivem hábitos sustentáveis e promovam bem-estar de maneira contínua.

Programas que ampliam o acesso a academias, estúdios, atividades físicas, práticas de mindfulness e outras experiências relacionadas ao bem-estar podem contribuir para que mais pessoas encontrem espaços capazes de funcionar como terceiros lugares. Além dos benefícios individuais, essas iniciativas ajudam a criar condições para o desenvolvimento de conexões sociais e rotinas mais saudáveis.

A importância desse tema aparece no estudo ROI do Bem-Estar 2026, do Wellhub. Segundo o levantamento,89% dos líderes de RH afirmam que o bem-estar dos colaboradores é fundamental para o sucesso da empresa, refletindo uma percepção crescente de que investir na saúde das pessoas também gera impactos positivos para as organizações.

Ilustração de um coração rosa com uma pessoa sentada no topo, ao lado do texto: “89% dos líderes de RH afirmam que o bem-estar dos colaboradores é fundamental para o sucesso da empresa”. A peça destaca o relatório “ROI do Bem-Estar 2026”, do Wellhub.

Embora a responsabilidade pela construção de conexões sociais não recaia exclusivamente sobre as empresas, elas podem desempenhar um papel importante ao remover barreiras de acesso ao bem-estar. Ao apoiar iniciativas que incentivam atividade física, participação comunitária e hábitos saudáveis, contribuem para que mais pessoas encontrem espaços onde possam cuidar da saúde e desenvolver relações significativas fora do ambiente de trabalho.

Terceiros lugares ajudam a construir sociedades mais saudáveis?

Sim. Os terceiros lugares são importantes porque oferecem algo que nem a casa nem o trabalho conseguem proporcionar sozinhos: oportunidades para criar conexões, desenvolver relacionamentos e participar da vida em comunidade.

Em um contexto marcado pelo aumento das discussões sobre solidão, isolamento social e saúde social, esses espaços ganham relevância por ajudarem a fortalecer uma dimensão do bem-estar que durante muito tempo recebeu menos atenção. Parques, bibliotecas, centros culturais, academias e grupos esportivos podem parecer diferentes entre si, mas compartilham uma característica fundamental: criam oportunidades para que as pessoas convivam, troquem experiências e construam senso de pertencimento.

Isso não significa que os terceiros lugares sejam uma solução para todos os desafios relacionados ao bem-estar. No entanto, eles oferecem condições que favorecem hábitos saudáveis, participação social e relações significativas — fatores que influenciam a qualidade de vida ao longo do tempo.

À medida que cresce o reconhecimento da importância da saúde social, a discussão sobre terceiros lugares tende a ganhar ainda mais espaço. Afinal, construir comunidades mais conectadas não depende apenas de políticas públicas ou iniciativas organizacionais, mas também da existência de ambientes onde as pessoas possam se encontrar, compartilhar interesses e fortalecer laços que contribuem para uma vida mais saudável e equilibrada.

FAQ: dúvidas frequentes sobre terceiros lugares

O que são terceiros lugares?

Terceiros lugares são espaços de convivência que existem além da casa e do trabalho. Eles permitem que as pessoas socializem, criem vínculos e participem da vida em comunidade de forma espontânea.

Quais são exemplos de terceiros lugares?

Parques, praças, bibliotecas, centros culturais, academias, estúdios de yoga, grupos de corrida, clubes esportivos, feiras de bairro e espaços comunitários são alguns exemplos de terceiros lugares.

Qual é a diferença entre primeiro, segundo e terceiro lugar?

O primeiro lugar corresponde à casa e à vida doméstica. O segundo lugar é o ambiente de trabalho. Já o terceiro lugar reúne espaços frequentados voluntariamente para convivência, lazer, aprendizado ou participação social.

Academia é um terceiro lugar?

Pode ser. Além da prática de atividade física, muitas academias oferecem oportunidades para interação social, construção de relacionamentos e fortalecimento do senso de pertencimento. Quando cumprem essa função, podem ser consideradas terceiros lugares.

Por que os terceiros lugares são importantes para o bem-estar?

Porque ajudam a fortalecer conexões sociais, reduzir o isolamento, incentivar hábitos saudáveis e criar oportunidades de participação comunitária. Esses fatores influenciam a saúde física, mental e social.

Terceiros lugares e bem-estar caminham juntos

Os terceiros lugares ajudam as pessoas a criar conexões, desenvolver um senso de pertencimento e encontrar espaços para recarregar as energias fora de casa e do trabalho. Em um contexto de trabalho híbrido e rotinas cada vez mais digitais, esses ambientes podem apoiar a saúde social e tornar o dia a dia mais equilibrado.

Um programa de bem-estar amplia esse acesso ao conectar colaboradores a academias, estúdios, aulas e outras experiências que incentivam hábitos saudáveis e a construção de relacionamentos. Além de apoiar o bem-estar individual, essa iniciativa pode fortalecer o engajamento, a satisfação e o senso de comunidade dentro da organização.

Converse com um especialista do Wellhub para ajudar seus colaboradores a encontrar espaços que promovam conexão, pertencimento e bem-estar no dia a dia.

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Referências


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Wellhub Editorial Team

A Equipe Editorial do Wellhub traz aos líderes de RH as informações necessárias para promover o bem-estar dos colaboradores. Em um cenário profissional em rápida evolução, nossas pesquisas, análises de tendências e guias práticos são ferramentas importantes para levar cada vez mais satisfação e saúde ao ambiente de trabalho.


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