Bem-Estar Corporativo

Recompensas de bem-estar: como engajar os colaboradores

Última alteração 12 de ago. de 2026

Tempo de leitura: 17 minutos
Mulher com roupa esportiva rosa pedala uma bicicleta por um caminho à beira da água, com a ponte Golden Gate ao fundo.

Líderes de RH podem usar recompensas de bem-estar para incentivar a adesão a programas, reconhecer a constância e tornar novas práticas mais atraentes. O ponto não é premiar quem tem o melhor desempenho físico. É reduzir barreiras para que mais pessoas participem, experimentem diferentes formas de cuidado e encontrem atividades que façam sentido para a própria rotina.

Na prática, essas recompensas podem assumir formatos como pontos, experiências, reconhecimento, benefícios flexíveis ou incentivos coletivos. Elas podem estar ligadas, por exemplo, à participação em um desafio, à experimentação de uma nova atividade ou à frequência em uma iniciativa de bem-estar.

Esse tipo de estratégia ganha relevância quando o RH enfrenta um problema bastante concreto: oferecer um programa não garante adesão. O Panorama do Bem-Estar Corporativo 2026, do Wellhub mostra que metade dos colaboradores aponta a falta de tempo como barreira para frequentar espaços de bem-estar. Outros 27% citam falta de energia ou motivação.

Recompensas não eliminam esses obstáculos sozinhas. Mas podem funcionar como um incentivo adicional para começar e ajudar o RH a dar mais visibilidade às oportunidades de cuidado que a empresa já oferece.

Banner do Panorama do Bem-Estar Corporativo 2026, do Wellhub, que convida a descobrir tendências sobre o futuro do trabalho com insights de mais de 5.000 colaboradores e oferece acesso ao estudo.

O que são recompensas de bem-estar?

Recompensas de bem-estar são incentivos oferecidos pela empresa para estimular ou reconhecer a participação voluntária dos colaboradores em iniciativas voltadas à saúde e à qualidade de vida. Elas podem estar ligadas à atividade física, mindfulness, nutrição, sono, conexão social ou outras práticas previstas no programa da organização.

O formato depende do objetivo da iniciativa. O RH pode reconhecer a participação em uma campanha, oferecer pontos por determinados marcos ou criar uma recompensa coletiva quando uma equipe alcança uma meta de adesão.

O mais importante é definir o que está sendo recompensado.

Premiar quem percorre mais quilômetros, por exemplo, favorece quem já pratica atividade física com frequência. Reconhecer quem experimenta uma nova prática amplia as possibilidades de participação.

A mesma lógica vale para diferentes formatos de trabalho, níveis de condicionamento e interesses pessoais. Uma boa recompensa não exige que todas as pessoas cuidem do bem-estar da mesma maneira.

Objetivo do RH

Comportamento que pode ser reconhecido

Exemplo de recompensa

Ampliar a adesão

Participar pela primeira vez de uma iniciativa

Pontos ou benefício flexível

Estimular a experimentação

Conhecer uma nova atividade de bem-estar

Crédito para uma experiência

Incentivar constância

Participar ao longo de várias semanas

Reconhecimento ou recompensa por marco

Fortalecer a conexão

Participar de uma atividade em grupo

Recompensa coletiva

Dar visibilidade ao programa

Completar uma campanha voluntária

Experiência relacionada ao bem-estar

Essa distinção ajuda a evitar campanhas que recompensam apenas resultados físicos ou desempenho esportivo. O foco permanece na participação e na possibilidade de criar uma rotina sustentável.

Por que usar recompensas em um programa de bem-estar?

As recompensas podem ajudar o RH a aumentar a participação, reconhecer comportamentos consistentes e criar experiências sociais em torno do bem-estar. Elas funcionam melhor como parte de um programa mais amplo, e não como uma ação isolada.

Esse cuidado importa porque a adesão continua sendo um desafio para muitas organizações. O ROI do Bem-Estar 2026, do Wellhub aponta que investimento e impacto não são automaticamente equivalentes. Muitos programas ainda enfrentam dificuldade para gerar engajamento consistente e resultados tangíveis.

A seguir, entenda por que usar recompensas e como elas podem apoiar diferentes momentos da jornada de bem-estar.

Para incentivar o primeiro passo

Começar costuma exigir mais esforço do que continuar algo que já faz parte da rotina.

Uma recompensa pode tornar a primeira experiência mais atraente. Em vez de exigir uma atividade específica, o RH pode incentivar cada pessoa a experimentar uma opção de bem-estar que combine com sua realidade.

Alguém pode escolher uma aula de yoga. Outra pessoa pode preferir uma caminhada, uma atividade de mindfulness ou uma prática voltada à qualidade do sono.

Isso mantém a recompensa ligada à descoberta, e não a um padrão único de comportamento.

Para reconhecer a constância

Campanhas centradas apenas em resultados finais podem deixar de reconhecer pequenos avanços.

O RH pode, em vez disso, valorizar a participação recorrente. Uma campanha de quatro semanas pode reconhecer quem manteve determinada frequência sem comparar desempenho entre colegas.

Essa abordagem também aproxima a recompensa da construção de hábitos. O próprio Panorama do Bem-Estar Corporativo recomenda dar visibilidade a marcos de bem-estar e reconhecer pessoas que priorizam essas práticas, desde que isso aconteça em um ambiente no qual o uso dos recursos seja normalizado e apoiado pela liderança.

Para estimular a participação coletiva

Recompensas também podem criar um motivo para as pessoas participarem juntas.

Uma equipe pode atingir uma meta coletiva de participação. Um grupo pode completar uma sequência de atividades sem que o resultado dependa de quem correu mais, treinou por mais tempo ou teve melhor desempenho.

Essa dimensão social merece atenção. O Panorama do Bem-Estar Corporativo mostra que 83% dos colaboradores afirmam que teriam mais vontade de participar de uma iniciativa de bem-estar no trabalho se ela incluísse um componente de grupo ou comunidade.

O relatório também recomenda recursos como desafios entre equipes e metas compartilhadas para estimular o senso de comunidade.

Para o RH, isso abre uma possibilidade interessante: usar a recompensa para incentivar conexão, não apenas competição.

Quais recompensas de bem-estar o RH pode oferecer?

Não existe uma recompensa ideal para todas as equipes. O melhor formato depende do objetivo da campanha, das características da força de trabalho e do tipo de participação que a empresa pretende incentivar.

Algumas opções podem ajudar você a começar:

Tipo de recompensa

Exemplo

Pode funcionar melhor quando…

Pontos

Pontos acumulados por marcos de participação

A campanha tem várias etapas

Experiências

Aula, atividade ou experiência de bem-estar

O objetivo é incentivar experimentação

Benefícios flexíveis

Crédito que pode ser usado entre diferentes opções

A equipe tem interesses variados

Reconhecimento

Celebração de um marco de participação

A cultura valoriza reconhecimento e a exposição é voluntária

Tempo

Espaço na agenda para uma atividade

A falta de tempo é uma barreira relevante

Recompensas coletivas

Benefício ou experiência para a equipe

O objetivo é fortalecer colaboração

Você não precisa escolher a recompensa mais cara. Precisa escolher aquela que combina melhor com o comportamento que pretende estimular.

Também vale observar o que acontece depois que o prêmio perde a novidade. Uma campanha pode gerar participação durante algumas semanas, mas a sustentabilidade depende de outros fatores: variedade, acesso, apoio da liderança e facilidade para encaixar o bem-estar no cotidiano.

É exatamente aí que a recompensa deixa de ser o centro da estratégia e passa a cumprir um papel mais útil: ajudar as pessoas a chegar até uma experiência de bem-estar que valha a pena manter.

Como criar um programa de recompensas de bem-estar?

Para criar um programa de recompensas de bem-estar, comece pelo objetivo que o RH quer alcançar. Depois, escolha comportamentos acessíveis, defina recompensas proporcionais e estabeleça regras simples de participação.

O caminho é importante. Começar pelo prêmio pode levar a uma campanha atraente, mas pouco conectada aos desafios reais da equipe.

A seguir, veja como criar recompensas de bem-estar com objetivos claros, regras simples e incentivos que façam sentido para a equipe.

Defina o objetivo da iniciativa

Antes de escolher uma recompensa, determine o que você espera incentivar.

O objetivo pode ser aumentar a adesão ao programa de bem-estar, estimular a experimentação de novas atividades ou ampliar a participação em ações coletivas. Quanto mais específico for esse objetivo, mais fácil será avaliar se a iniciativa funcionou.

Uma campanha voltada à descoberta, por exemplo, pode reconhecer quem experimenta uma nova modalidade. Já uma ação para estimular constância pode considerar a participação ao longo de algumas semanas.

Evite reunir muitos objetivos na mesma campanha. Isso dificulta a comunicação e torna a análise dos resultados menos clara.

Escolha os comportamentos que serão incentivados

O próximo passo é transformar o objetivo em uma ação que o colaborador consiga realizar.

Se a meta é ampliar a participação, você pode reconhecer quem completa determinada quantidade de atividades. Se a intenção é estimular a descoberta, a regra pode considerar a experimentação de práticas diferentes.

O ideal é priorizar comportamentos, e não resultados de saúde.

“Participar de três atividades durante o mês” é uma ação concreta. “Melhorar o condicionamento físico” depende de fatores individuais e não deveria funcionar como critério para distribuir recompensas.

Esse desenho também deixa mais espaço para escolha. Uma pessoa pode se movimentar, enquanto outra prefere uma prática de mindfulness ou uma atividade voltada ao sono.

Selecione recompensas adequadas ao público

A recompensa deve ser proporcional à ação esperada e fazer sentido para quem participa.

Isso não significa encontrar um prêmio universal. Em equipes diversas, dar opções pode ser mais interessante do que escolher uma única recompensa para todos.

Você pode oferecer diferentes experiências, benefícios flexíveis ou recompensas coletivas. O formato escolhido deve reforçar o objetivo da campanha sem se tornar sua única razão de existir.

Se o objetivo é...

Você pode recompensar...

Uma opção de recompensa é...

Aumentar a adesão

Primeira participação

Pontos ou crédito flexível

Estimular novas experiências

Experimentação de atividades diferentes

Experiência de bem-estar

Incentivar constância

Marcos de participação

Reconhecimento ou benefício

Fortalecer conexão

Meta coletiva

Experiência para o grupo

Reativar participantes

Retomada do programa

Recompensa vinculada ao retorno

Também vale pensar no que acontece quando a campanha termina. Uma recompensa muito alta pode gerar participação enquanto estiver disponível, sem necessariamente favorecer a continuidade.

Uma pesquisa publicada pela BMC Public Health em 2025 observou aumento da atividade física durante uma intervenção com incentivos individuais e coletivos. Parte desse efeito diminuiu após o fim das recompensas, o que sugere que incentivos podem funcionar melhor quando acompanhados de estratégias que favoreçam a continuidade dos hábitos. 

Ofereça diferentes formas de participação

Uma campanha de bem-estar não precisa exigir a mesma atividade de todo mundo.

Você pode criar uma regra baseada em frequência e permitir que o colaborador escolha como participar. Atividade física, mindfulness, práticas de sono e outras iniciativas podem contar para o mesmo objetivo quando fizerem parte do programa da empresa.

Essa flexibilidade conversa com a própria forma como as pessoas enxergam o cuidado. Segundo o Panorama do Bem-Estar Corporativo, 95% dos colaboradores concordam que as dimensões física, mental, emocional e social do bem-estar estão interligadas.

Para o RH, isso significa que uma campanha pode abrir vários caminhos para chegar ao mesmo objetivo.

Comunique regras e critérios com clareza

Quem participa precisa entender rapidamente o que fazer, durante quanto tempo e como a recompensa será concedida.

Uma comunicação simples pode responder a quatro perguntas:

  • Qual é o objetivo da iniciativa?
  • Como o colaborador pode participar?
  • O que será considerado para receber a recompensa?
  • Quando a campanha começa e termina?

Também deixe claro se a participação é voluntária e quais informações serão usadas para administrar a iniciativa.

Quanto menos esforço for necessário para entender as regras, menor é o atrito antes mesmo da primeira participação.

Teste o programa antes de ampliar a iniciativa

Uma campanha-piloto pode revelar problemas difíceis de identificar durante o planejamento.

Você pode começar com um período mais curto ou com um grupo específico de colaboradores. Depois, observe dúvidas frequentes, participação e feedback.

Se poucas pessoas conseguem cumprir a regra, talvez o critério esteja exigente demais. Se uma modalidade concentra quase toda a participação, pode haver espaço para ampliar as alternativas.

Esse teste permite fazer ajustes antes de ampliar a iniciativa para mais colaboradores.

Como escolher quais comportamentos recompensar?

Para escolher os comportamentos, priorize ações voluntárias, acessíveis e que estejam sob controle do colaborador. Participação, frequência e experimentação tendem a oferecer caminhos mais inclusivos do que metas ligadas a peso, aparência ou desempenho físico.

Uma pergunta ajuda bastante nesse momento: pessoas com rotinas e condições diferentes têm uma oportunidade real de participar?

Se a resposta for não, vale rever o critério.

Priorize ações que dependem do colaborador

A pessoa consegue decidir se participa de uma aula. Ela consegue escolher experimentar uma ferramenta de mindfulness.

Já determinados resultados físicos não dependem apenas de esforço individual.

Por isso, o RH pode concentrar as recompensas em ações realizadas durante a campanha. Isso mantém as regras mais objetivas e evita associar reconhecimento corporativo a características de saúde.

Prefira reconhecer...

Em vez de recompensar...

Participação

Perda de peso

Frequência

Melhor desempenho físico

Experimentação

Determinado nível de condicionamento

Meta coletiva de adesão

Primeiro lugar em um ranking

Escolha entre diferentes atividades

Uma única modalidade obrigatória

Valorize participação e constância

Nem todo avanço precisa ser uma grande conquista.

Reconhecer pequenos marcos pode tornar a iniciativa mais acessível para quem ainda está construindo uma rotina. A pessoa pode ser recompensada por completar sua primeira semana, manter determinada frequência ou experimentar práticas diferentes.

Isso também permite que o RH reconheça progresso sem transformar colegas em adversários.

Se houver competição, ela pode ser apenas uma das opções de participação. O programa não precisa depender dela.

Ofereça alternativas para diferentes perfis

Uma mesma regra pode gerar experiências muito diferentes dentro da empresa.

Pessoas que trabalham presencialmente podem ter acesso a determinadas atividades. Quem trabalha remotamente pode precisar de outras opções. Rotina, localização, interesses e responsabilidades pessoais também interferem na possibilidade de participação.

Por isso, oferecer alternativas ajuda a evitar que a recompensa fique concentrada entre quem já encontra menos barreiras para cuidar do bem-estar.

O Panorama do Bem-Estar Corporativo mostra que falta de tempo, energia, custo e conflitos de agenda estão entre as barreiras apontadas pelos colaboradores para acessar atividades de bem-estar.

Uma campanha bem desenhada considera essas diferenças desde o início. Em vez de perguntar “quem consegue fazer mais?”, ela cria diferentes maneiras de participar.

Como tornar as recompensas de bem-estar mais inclusivas?

Para tornar as recompensas mais inclusivas, o RH pode oferecer diferentes formas de participação, manter a adesão voluntária e evitar critérios ligados a aparência, peso ou desempenho físico. O objetivo é ampliar o acesso, não criar um padrão de comportamento.

Esse cuidado também passa pela forma como a campanha se encaixa na rotina. O Panorama do Bem-Estar Corporativo recomenda combinar flexibilidade, acessibilidade e variedade para atender pessoas com diferentes horários, locais e interesses.

Mantenha a participação voluntária

Uma recompensa pode estimular a participação. Ela não deve fazer o colaborador sentir que precisa aderir para demonstrar comprometimento com a empresa.

Por isso, a comunicação deve deixar claro que participar é uma escolha.

Também é importante separar essas iniciativas de processos como avaliação de desempenho, promoção ou remuneração. Uma pessoa não deveria ter sua trajetória profissional afetada porque decidiu não participar de uma campanha de bem-estar.

Evite rankings como regra

Rankings podem despertar interesse em alguns grupos. Mas também podem favorecer quem já pratica determinada atividade ou tem mais disponibilidade para participar.

Em vez de estruturar toda a campanha em torno do primeiro lugar, o RH pode criar marcos individuais ou metas compartilhadas.

Uma campanha pode reconhecer, por exemplo, todas as pessoas que completarem determinado número de atividades. Outra opção é estabelecer um objetivo de participação para a equipe inteira.

A competição continua sendo possível. Ela apenas deixa de ser o único caminho para receber reconhecimento.

Separe bem-estar de desempenho físico

Recompensas relacionadas ao bem-estar funcionam melhor quando reconhecem ações acessíveis.

Isso significa evitar critérios como peso perdido, calorias queimadas, velocidade, aparência ou comparação de condicionamento físico.

Prefira participação, frequência ou experimentação.

Essa escolha amplia as possibilidades para pessoas com diferentes condições físicas, objetivos e experiências com atividades de bem-estar.

Proteja a privacidade dos colaboradores

Uma campanha não precisa expor informações pessoais para ser envolvente.

Antes de pedir dados, avalie quais informações são realmente necessárias para administrar a iniciativa. Também deixe claro como elas serão utilizadas e quem poderá acessá-las.

O RH pode acompanhar, por exemplo, a participação geral em uma campanha sem divulgar detalhes individuais sobre as atividades realizadas.

O mesmo cuidado vale para reconhecimento público. Algumas pessoas podem gostar de aparecer em uma comunicação interna. Outras preferem manter suas escolhas de bem-estar privadas.

Dar essa opção ajuda a preservar a proposta de apoio que deve orientar a iniciativa.

Como medir os resultados das recompensas de bem-estar?

Para medir os resultados, compare os indicadores com o objetivo definido antes do lançamento. Adesão, frequência, continuidade e percepção dos participantes ajudam a mostrar se a recompensa estimulou o comportamento esperado.

Não comece pelo número de prêmios distribuídos. Esse dado mostra quantas recompensas foram entregues, mas diz pouco sobre o que mudou.

Acompanhe a adesão à iniciativa

Se o objetivo era apresentar um programa a mais pessoas, observe quantos colaboradores começaram a participar depois do lançamento da campanha.

Compare esse resultado com um período anterior sempre que houver uma referência adequada.

O acompanhamento também pode mostrar quais públicos aderiram menos. Essa diferença pode indicar barreiras relacionadas a comunicação, horário, formato ou acesso.

Observe a participação ao longo do tempo

Uma campanha pode ter um lançamento forte e perder força rapidamente.

Por isso, acompanhe a participação durante toda a iniciativa. A frequência ajuda a revelar se o interesse permanece ou se depende apenas da novidade inicial.

Depois do término da recompensa, vale observar se parte dos participantes continua utilizando as opções de bem-estar.

Essa é uma distinção importante. O prêmio pode incentivar uma ação inicial. A continuidade mostra se a experiência encontrou espaço na rotina.

Colete a percepção dos colaboradores

Os números mostram o que aconteceu. O feedback ajuda a entender por quê.

Uma pesquisa curta pode perguntar se a recompensa foi relevante, se as regras estavam claras e se havia opções adequadas para diferentes perfis.

O próprio Panorama do Bem-Estar Corporativo recomenda usar pesquisas, grupos focais e informações sobre utilização dos benefícios para identificar necessidades, preferências e obstáculos à adesão.

Esse retorno pode ser especialmente útil para ajustar a próxima campanha.

Compare os resultados com o objetivo inicial

Cada objetivo pede uma métrica diferente:

Se o objetivo era...

Vale acompanhar...

Aumentar a descoberta do programa

Novas adesões

Elevar a participação

Percentual de participantes

Incentivar constância

Frequência durante a campanha

Estimular experimentação

Variedade de atividades realizadas

Fortalecer ações coletivas

Participação em iniciativas de grupo

Melhorar a experiência

Feedback dos colaboradores

Incentivar continuidade

Participação após o fim da recompensa

Para programas de bem-estar mais amplos, a análise pode avançar para indicadores de negócio.

O ROI do Bem-Estar destaca produtividade, gestão dos custos de saúde e retenção entre os resultados usados para avaliar o valor econômico dessas iniciativas.

Isso não significa atribuir uma mudança em retenção ou produtividade a uma única campanha de recompensas. O mais adequado é observar primeiro os indicadores diretamente ligados à ação e, depois, analisar como eles se conectam à estratégia de bem-estar como um todo.

Como integrar recompensas a uma estratégia contínua de bem-estar?

Para integrar recompensas a uma estratégia contínua, trate a campanha como um ponto de entrada para um programa mais amplo. A pessoa precisa encontrar opções relevantes depois que o incentivo termina.

Essa continuidade depende de acesso, variedade e facilidade de uso. Também depende de o bem-estar fazer parte da rotina, em vez de aparecer apenas em campanhas pontuais.

Conecte a recompensa a diferentes opções de bem-estar

Se a recompensa leva sempre à mesma atividade, parte da equipe pode perder o interesse rapidamente.

Uma estratégia mais ampla permite que cada pessoa explore diferentes caminhos.

O RH pode conectar campanhas a atividade física, mindfulness, nutrição, sono e outras experiências. Assim, a recompensa funciona como convite para conhecer o programa, e não como destino final.

Esse modelo também ajuda organizações com equipes distribuídas. O Panorama do Bem-Estar Corporativo recomenda que programas funcionem para pessoas em ambientes presenciais, remotos ou híbridos sem exigir estratégias totalmente separadas.

Mantenha o engajamento depois da campanha

A recompensa pode ter data para acabar. A comunicação sobre bem-estar não precisa acabar com ela.

Novas atividades, lembretes e campanhas periódicas podem manter o programa visível ao longo do ano.

O Panorama também recomenda atualizar as opções oferecidas e acompanhar indicadores para aprimorar o programa a partir do comportamento real dos participantes.

Isso permite que o RH aprenda com cada iniciativa em vez de recomeçar do zero na campanha seguinte.

Use a tecnologia para reduzir o trabalho do RH

Gerenciar comunicações, adesão e diferentes iniciativas separadamente pode aumentar a carga operacional.

Uma plataforma integrada ajuda a centralizar a gestão, acompanhar o engajamento e apoiar campanhas em um mesmo ambiente.

Com o Wellhub, equipes de RH podem gerenciar a adesão, acompanhar o engajamento e o ROI, além de contar com campanhas e materiais para incentivar a participação. A plataforma também reúne diferentes opções de bem-estar para que cada colaborador encontre atividades compatíveis com sua rotina e seus interesses.

Perguntas frequentes sobre recompensas de bem-estar

O que são recompensas de bem-estar?

Recompensas de bem-estar são incentivos oferecidos para estimular ou reconhecer a participação voluntária em atividades relacionadas ao cuidado físico, mental, emocional ou social. Elas podem incluir pontos, experiências, reconhecimento ou benefícios flexíveis.

Quais são alguns exemplos de recompensas de bem-estar?

O RH pode oferecer pontos, experiências relacionadas ao bem-estar, créditos flexíveis, reconhecimento por marcos de participação ou recompensas coletivas. A escolha deve considerar o objetivo da iniciativa e o perfil dos colaboradores.

É melhor recompensar a participação ou os resultados?

Em geral, recompensar comportamentos como participação, frequência e experimentação cria mais possibilidades de inclusão. Resultados relacionados a peso, aparência ou desempenho físico dependem de fatores individuais e podem deixar parte da equipe em desvantagem.

Como o Wellhub pode apoiar uma estratégia de recompensas de bem-estar?

O Wellhub conecta colaboradores a diferentes opções de bem-estar e oferece recursos que podem apoiar campanhas de engajamento. Os Desafios Wellhub, por exemplo, permitem criar experiências gamificadas em que diferentes atividades podem gerar pontos.

A ideia é conectar o incentivo a possibilidades que continuem disponíveis depois da campanha, em vez de limitar a estratégia a uma recompensa pontual.

Como saber se as recompensas de bem-estar estão funcionando?

Comece pelo objetivo da campanha. Se a meta era ampliar a adesão, acompanhe novas participações. Se era estimular constância, observe a frequência durante e depois da iniciativa.

O feedback dos colaboradores também ajuda a identificar se as regras estavam claras, se as recompensas eram relevantes e se havia opções adequadas para diferentes perfis.

Transforme recompensas em engajamento contínuo

Recompensas podem incentivar o primeiro passo, reconhecer a constância e tornar as iniciativas de bem-estar mais sociais. Mas o incentivo ganha mais força quando o colaborador também encontra opções que fazem sentido para sua rotina e seus interesses.

É aí que variedade e continuidade entram em cena. Quanto mais fácil for encontrar diferentes formas de cuidar do bem-estar, mais oportunidades existem para transformar uma campanha pontual em uma rotina que continue depois da recompensa.

Recursos de gamificação também podem apoiar esse processo. Segundo o Panorama do Bem-Estar Corporativo, 41% dos colaboradores afirmam que recursos lúdicos ajudam a manter a motivação. Outros 39% dizem que os aplicativos de bem-estar ajudam a criar uma rotina mais constante.

Converse com um especialista do Wellhub para criar uma estratégia de bem-estar que estimule a participação e ajude a manter o engajamento ao longo do tempo.

Com Wellhub, seus colaboradores fazem um check-in de bem-estar todos os dias

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Atividade física, mindfulness, terapia, nutrição e qualidade do sono em um único benefício

 

Referências


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Wellhub Editorial Team

A Equipe Editorial do Wellhub traz aos líderes de RH as informações necessárias para promover o bem-estar dos colaboradores. Em um cenário profissional em rápida evolução, nossas pesquisas, análises de tendências e guias práticos são ferramentas importantes para levar cada vez mais satisfação e saúde ao ambiente de trabalho.


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