O guia definitivo de desafios de bem-estar no trabalho para líderes de RH
Última alteração 28 de jan. de 2026

O bem-estar no trabalho nunca esteve tão presente no discurso e tão distante da prática. Você investe em benefícios, comunica, lança campanhas internas e ainda assim vê o engajamento cair depois das primeiras semanas. A intenção existe, mas o hábito não se sustenta.
Esse é o desafio real para líderes de RH em 2026. O problema já não é convencer as pessoas de que o bem-estar importa. Os dados mostram que elas sabem disso. O obstáculo está em transformar esse valor em ações consistentes, mesmo em rotinas cheias, híbridas e pressionadas por resultados.
É aqui que os desafios de bem-estar deixam de ser campanhas pontuais e passam a atuar como ferramentas estratégicas de mudança de comportamento. Quando bem desenhados, eles criam constância, estimulam pequenas vitórias e fortalecem o senso de pertencimento. Mais do que engajar, ajudam a integrar o bem-estar à cultura.
O papel do RH também mudou. Hoje, você não apenas oferece benefícios. Você cria as condições para que as pessoas usem, mantenham e incorporem hábitos saudáveis no dia a dia. Isso exige estratégia, leitura de contexto e decisões conscientes sobre o que reforçar agora.
Se existe um gap entre intenção e prática, ele não se resolve com mais comunicação ou incentivos isolados. Resolve-se com experiências que façam sentido na vida real do colaborador.
Eleve sua estratégia e transforme desafios de bem-estar em alavancas reais de cultura, engajamento e experiência do colaborador.

O que mudou no comportamento dos colaboradores
Durante muito tempo, o bem-estar foi tratado como algo reativo. Um benefício para “quando desse tempo”. Isso acabou. O colaborador de hoje organiza a vida em torno do bem-estar, não o contrário.
O Panorama do Bem-Estar Corporativo 2026 mostra que:
- 95% dos profissionais acreditam que os aspectos físico, mental, emocional e social do bem-estar estão interligados.
- 90% relataram sintomas de burnout no último ano.
- 83% afirmam que seriam mais propensos a participar de iniciativas de bem-estar se elas tivessem um componente social ou coletivo.
Isso redefine o papel do RH. Diante de colaboradores mais conscientes, sobrecarregados e atentos à saúde integral, não basta oferecer iniciativas isoladas ou bem-intencionadas. A expectativa agora é por experiências que ajudem a organizar a rotina, criar continuidade e tornar o bem-estar praticável no dia a dia.
O erro mais comum ao falar de desafios de bem-estar no trabalho
Aqui vai um alerta importante: muitas empresas não falham por falta de iniciativas, mas por falta de estratégia. O erro mais comum é tratar desafios de bem-estar como eventos pontuais de calendário ou iniciativas focadas apenas em adesão, e não em mudança de comportamento.
O resultado costuma ser previsível: pico de engajamento nas primeiras semanas, seguido de queda rápida, desinteresse e a sensação de “mais do mesmo” entre os colaboradores.
Um estudo da McKinsey, publicado no relatório The Future of Wellness Trends 2025, reforça esse ponto ao mostrar que iniciativas de bem-estar só geram impacto quando estão conectadas às rotinas reais das pessoas, contam com incentivos sociais e oferecem uma percepção clara de progresso. Sem esses elementos, o bem-estar vira ruído, não valor.
Para líderes de RH, isso traz uma responsabilidade clara: desafios não são o objetivo final. São o meio. Quando bem estruturados, eles ajudam a:
- Criar constância em meio a agendas cheias.
- Estimular pequenas vitórias que mantêm a motivação.
- Gerar pertencimento por meio da experiência coletiva.
- Sustentar hábitos saudáveis ao longo do tempo.
É nesse ponto que os desafios deixam de ser iniciativas pontuais e passam a funcionar como alavancas reais de cultura e bem-estar, conectando estratégia, experiência e vida real do colaborador.
Por que desafios funcionam quando são aplicados com estratégia
Desafios de bem-estar funcionam porque atacam três grandes barreiras comportamentais ao mesmo tempo. Veja quais são elas:
- Falta de motivação inicial
Começar é quase sempre o maior obstáculo. Desafios reduzem a barreira de entrada ao transformar a decisão inicial em algo simples, guiado e coletivo — o primeiro passo deixa de depender apenas de força de vontade.
- Falta de apoio social
O comportamento não muda no isolamento. Segundo o Panorama do Bem-Estar Corporativo 2026, 62% das pessoas afirmam que o apoio comunitário é essencial para manter hábitos saudáveis no longo prazo. Desafios criam esse contexto ao estimular interação, troca e incentivo entre pares.
- Falta de estrutura
Muitas iniciativas falham por não oferecerem um caminho claro. Desafios trazem começo, meio e fim. Essa estrutura gera clareza e clareza gera ação, especialmente em rotinas já sobrecarregadas.
Não é coincidência que desafios estejam entre os formatos mais eficazes para engajamento coletivo. O próprio Panorama do Bem-Estar Corporativo 2026 mostra que atividades em grupo aumentam a sensação de pertencimento, conexão e motivação, fatores-chave para a sustentação de hábitos.
Para líderes de RH, a implicação é prática e direta: desafios bem desenhados ajudam a sair do discurso e entrar na prática, transformando bem-estar em experiência concreta no dia a dia do colaborador.
Por que desafios de bem-estar são ferramentas estratégicas de gestão de pessoas
Aqui entra a “virada de chave”. Desafios de bem-estar não são apenas sobre saúde. Eles funcionam como instrumentos de gestão de cultura, comportamento e experiência do colaborador. Quando bem alinhados à estratégia de pessoas, também influenciam diretamente a percepção de cuidado genuíno por parte da empresa.
Nesse papel estratégico, os desafios ajudam a reforçar valores organizacionais, fortalecer a Employee Value Proposition, ampliar a adesão aos benefícios já existentes e gerar dados acionáveis para decisões mais inteligentes de RH.
Segundo a Deloitte Brasil, no relatório Tendências de Capital Humano 2025, empresas que conectam bem-estar à estratégia de gestão de pessoas apresentam maior engajamento sustentável e menor desgaste organizacional.
Ou seja: desafios não são iniciativas acessórias. São ferramentas de gestão.
Desafios de bem-estar como ferramenta de cultura (não como campanha)
Cultura organizacional não se constrói com discursos, mas com comportamentos repetidos. Tudo aquilo que a empresa reforça na prática tende a se transformar em cultura e esse é um ponto central para líderes de RH.
O Panorama do Bem-Estar Corporativo 2026, mostra que apenas 44% dos colaboradores afirmam que o bem-estar está realmente incorporado à cultura da empresa, enquanto 81% acreditam que a empresa tem responsabilidade direta sobre esse cuidado.
Esse descompasso gera frustração, mas também revela uma oportunidade concreta. Desafios de bem-estar funcionam como rituais organizacionais temporários que tornam o cuidado visível, coletivo e legitimado no dia a dia.
Para líderes de RH, a pergunta deixa de ser “qual desafio lançar?” e passa a ser: qual comportamento queremos reforçar agora?
O que líderes de RH precisam decidir antes de qualquer desafio
Antes de pensar em formato, duração ou premiação, existe uma etapa estratégica que muitos pulam, e é justamente isso que compromete os resultados. Líderes de RH mais maduros começam em outro lugar. Eles fazem três perguntas essenciais antes de lançar qualquer desafio de bem-estar. Veja quais são elas:
- Que problema organizacional queremos impactar?
Todo desafio de bem-estar precisa nascer de um problema real do negócio. Pode ser um cenário de baixo engajamento, níveis elevados de estresse, dificuldade de conexão entre times, pouca adesão aos benefícios existentes ou até desgaste emocional após um período de reestruturação.
Desafios de bem-estar não são soluções universais. Eles não resolvem tudo, mas funcionam muito bem quando são desenhados para atacar um ponto específico. Quanto mais claro for o problema a ser impactado, maior a chance de o desafio gerar mudança concreta e percebida pelos colaboradores.
- Qual comportamento precisa mudar ou ganhar força?
Mais do que escolher um tema, líderes de RH precisam definir qual comportamento desejam estimular no dia a dia das pessoas. O bem-estar hoje é vivido de forma integrada, na prática — não em pilares isolados. Isso exige uma mudança de foco: sair de iniciativas temáticas e avançar para hábitos sustentáveis que façam sentido na rotina real do colaborador.
O desafio deixa de ser sobre “fazer exercício” ou “cuidar da saúde mental” de forma pontual e passa a incentivar pequenas escolhas repetidas ao longo do tempo, como movimentar-se mais, fazer pausas conscientes, conectar-se com outras pessoas e usar os benefícios já disponíveis.
Quando o comportamento desejado é claro, o desafio ganha direção. Ele deixa de ser genérico e passa a funcionar como um catalisador de mudanças consistentes, com impacto direto na experiência do colaborador e na cultura organizacional.
- Esse desafio reforça ou contradiz nossa cultura atual?
É aqui que mora um dos erros mais comuns. Não adianta comunicar bem-estar se, na prática, a liderança não dá espaço, tempo ou exemplo. Quando existe desalinhamento entre discurso e realidade, o desafio perde credibilidade rapidamente.
Desafios de bem-estar só funcionam quando estão coerentes com a forma como a empresa lidera, se comunica e toma decisões no dia a dia. Eles precisam conversar com as práticas de liderança vigentes, com a comunicação interna, com as políticas de flexibilidade e com as mensagens institucionais que já circulam na organização.
Quando esse alinhamento não existe, o desafio vira apenas mais uma ação desconectada — bem-intencionada, mas sem força para gerar mudança real. Quando existe, ele reforça a cultura na prática e ajuda a transformar valores declarados em comportamentos vividos.
Engajamento sustentável: o que RH precisa medir além da participação
Um dos maiores equívocos ao avaliar desafios de bem-estar é olhar apenas para o número de inscritos. Para líderes de RH, engajamento real vai muito além da adesão inicial: ele está na forma como as pessoas participam e no impacto que a experiência gera no dia a dia.
Esse ponto é reforçado pela Deloitte no relatório Global Human Capital Trends 2025, que mostra que iniciativas de pessoas só geram valor quando são avaliadas pela mudança de comportamento e pela experiência vivida, e não apenas pelos índices de participação no início da ação.
Aplicado aos desafios de bem-estar, isso significa observar se há constância ao longo do tempo, participação ativa — e não apenas inscrição —, interação entre colaboradores e uma percepção real de apoio e pertencimento. Mesmo impactos pequenos na rotina, quando sustentados, são sinais mais relevantes de engajamento do que grandes números pontuais.
O Panorama do Bem-Estar Corporativo 2026 reforça essa lógica ao mostrar que atividades coletivas aumentam significativamente o senso de conexão: 56% das pessoas afirmam se sentir mais conectadas durante iniciativas de bem-estar compartilhadas.
No fim, a métrica mais importante é clara: engajamento não é volume, é vínculo.
Desafios de bem-estar e a experiência do colaborador
A experiência do colaborador não é definida apenas por salário, cargo ou pacote de benefícios. Ela é construída nas microinterações do dia a dia — na forma como a empresa demonstra, na prática, que entende e se importa com a realidade das pessoas.
Desafios de bem-estar influenciam diretamente essa percepção porque funcionam como sinais concretos de cuidado genuíno. Eles mostram que a organização reconhece as dificuldades reais da rotina de trabalho e cria espaços legítimos para pausa, reconexão e autocuidado, mesmo em contextos exigentes.
Segundo o Panorama do Bem-Estar Corporativo 2026, colaboradores que participam de programas estruturados de bem-estar apresentam níveis mais altos de satisfação, energia e sensação de apoio organizacional. Isso reforça o papel dos desafios como elementos que qualificam a experiência vivida, não apenas o discurso institucional.
Para líderes de RH, o impacto é direto e prático: desafios de bem-estar fortalecem a experiência do colaborador ao longo do tempo, sem exigir mudanças estruturais imediatas. São ajustes de experiência que, somados, geram percepção de valor, pertencimento e cuidado contínuo.
Desafios como ponte entre bem-estar e Employee Value Proposition
Um ponto estratégico frequentemente subestimado é o impacto direto dos desafios de bem-estar na construção da Employee Value Proposition. A EVP não é o que está descrito no site de carreiras ou no discurso institucional, é o que as pessoas vivenciam no dia a dia da organização.
Nesse contexto, o bem-estar deixa de ser um diferencial periférico e passa a ocupar um papel central na percepção de valor do colaborador. O Panorama do Bem-Estar Corporativo 2026 reforça essa mudança ao mostrar que 86% dos profissionais consideram o bem-estar tão importante quanto o salário, e que 85% afirmam que deixariam uma empresa que não prioriza esse tema.
Desafios de bem-estar ajudam a tornar a EVP concreta. Eles dão visibilidade ao cuidado, traduzem promessas em experiências reais e permitem que os valores da empresa sejam vividos na prática, não apenas comunicados.
Para líderes de RH, isso significa alinhar discurso e ação de forma consistente — algo cada vez mais observado e cobrado por talentos, especialmente pelas gerações mais jovens, que avaliam a empresa pelo que ela entrega no cotidiano, e não apenas pelo que promete.
Como líderes de RH escolhem os desafios de bem-estar certos
Depois de entender que desafios de bem-estar são ferramentas estratégicas — e não campanhas pontuais — surge a pergunta mais importante para líderes de RH: qual desafio faz sentido agora?
É nesse momento que muitos programas começam a falhar. Não por falta de boa intenção, mas por ausência de critério estratégico. Em 2026, os colaboradores estão mais conscientes, mais exigentes e também mais cansados de iniciativas genéricas, desconectadas da sua realidade cotidiana.
O Panorama do Bem-Estar Corporativo 2026 reforça esse alerta ao mostrar que apenas 29% das pessoas se declaram satisfeitas com os programas de bem-estaroferecidos pelas empresas.
Esse dado é um sinal claro para o RH: o problema não é a quantidade de desafios, mas a relevância deles. Não basta fazer mais. É preciso escolher melhor — com intenção, leitura de contexto e foco nos comportamentos que realmente precisam ser ativados agora.
O primeiro filtro estratégico: objetivo antes do formato
Um erro comum na criação de desafios de bem-estar é começar pelo formato. A conversa costuma girar em torno de fazer algo diferente, lançar um desafio novo ou encurtar a duração, antes mesmo de existir clareza sobre o porquê daquela iniciativa.
Líderes de RH mais estratégicos fazem o caminho inverso. Eles começam pelo objetivo organizacional, não pela mecânica. Antes de pensar em regras, prazos ou comunicação, é preciso responder a uma pergunta central: o que exatamente queremos impactar agora?
Em alguns momentos, a prioridade pode ser reduzir níveis de estresse acumulado. Em outros, aumentar a conexão entre times que perderam vínculo ao longo do tempo, reativar colaboradores que não utilizam os benefícios disponíveis ou reforçar uma mudança cultural específica que a empresa deseja consolidar.
Quando o objetivo vem primeiro, o desafio deixa de ser genérico e passa a ser contextual. Ele responde ao momento vivido pela organização, às necessidades reais das pessoas e às prioridades estratégicas do RH. É essa clareza que diferencia iniciativas pontuais de desafios que realmente geram impacto e constroem valor ao longo do tempo.
Uma leitura estratégica dos desafios de bem-estar para líderes de RH
Em vez de olhar para os desafios apenas pelo tema (como passos, hidratação, alimentação ou perda de peso), líderes de RH podem ganhar clareza ao adotar uma leitura estratégica, baseada na função que cada desafio cumpre dentro da jornada de bem-estar.
Esses formatos continuam sendo válidos e eficazes quando bem aplicados. A diferença está em ir além do tema e entender para que aquele desafio existe agora: qual comportamento ativa, que necessidade atende e que papel desempenha na estratégia de pessoas.
A seguir, apresentamos quatro grandes categorias de desafios que ajudam líderes de RH a tomar decisões mais conscientes, alinhadas ao contexto da organização e ao momento vivido pelos colaboradores.
- Desafios de ativação: quando o problema é baixa adesão
Desafios de ativação são indicados quando os colaboradores até conhecem os benefícios disponíveis, mas não os incorporaram à rotina. É comum haver um grupo significativo de pessoas paradas, pouco engajadas ou que nunca deram o primeiro passo e, nesses casos, o papel do RH é gerar movimento inicial.
Nesse tipo de desafio, o foco não está em performance, metas ambiciosas ou alta intensidade. O objetivo é quebrar a inércia e tornar o começo mais acessível. Quanto menor a barreira de entrada, maior a chance de participação e de criação de confiança para seguir adiante.
Para líderes de RH, desafios de ativação funcionam como um “empurrão gentil”. Eles reduzem a fricção inicial, normalizam o recomeço e ajudam as pessoas a experimentar o bem-estar de forma simples, possível e sem pressão. É assim que muitos hábitos começam, e é assim que a jornada pode evoluir.
- Desafios de conexão: quando o problema é isolamento ou silos
Em ambientes híbridos ou remotos, a desconexão social se tornou um risco silencioso. A distância física, somada a rotinas fragmentadas, tende a enfraquecer vínculos e reduzir a sensação de pertencimento ao longo do tempo.
Desafios de conexão são especialmente estratégicos quando a empresa opera com times distribuídos, passou por mudanças recentes ou enfrenta um clima organizacional fragilizado. Nesses contextos, eles criam pontos de contato legítimos e experiências compartilhadas, sem depender de interações forçadas ou artificiais.
Aqui, o objetivo principal não é saúde física. É pertencimento. Para líderes de RH, esses desafios funcionam como uma forma prática de reconstruir laços, fortalecer relações e devolver ao coletivo um senso de proximidade que sustenta o engajamento no dia a dia.
- Desafios de sustentação: quando o desafio é manter constância
Muitas empresas conseguem gerar engajamento inicial, mas poucas conseguem sustentar hábitos ao longo do tempo. É nesse ponto que muitas iniciativas de bem-estar perdem força e passam a ser percebidas como ações pontuais, sem continuidade.
Desafios de sustentação são indicados quando já existe algum nível de maturidade em bem-estar e o RH quer evitar o efeito da “campanha do mês”. Aqui, o foco não está em picos de engajamento ou novidades constantes, mas na construção de rotina, previsibilidade e consistência.
Esses desafios reforçam a repetição de comportamentos simples, valorizam pequenos avanços e ajudam a integrar o bem-estar ao dia a dia da organização. Para líderes de RH, eles cumprem um papel essencial: transformar iniciativas isoladas em hábitos culturais que se mantêm mesmo depois que o desafio termina.

- Desafios de sinalização cultural: quando a empresa quer comunicar um valor
Alguns desafios existem menos pelo impacto imediato e mais pelo sinal que enviam. Eles cumprem um papel simbólico importante quando a empresa quer marcar uma nova fase, transformar discurso em prática ou deixar claro que o bem-estar passou a ser uma prioridade real na agenda do RH.
Nesse tipo de desafio, o valor está menos na métrica final e mais na mensagem transmitida. Eles mostram que o cuidado não está restrito a apresentações, comunicados ou promessas institucionais, mas começa a se materializar em ações concretas, vividas no dia a dia.
Para líderes de RH, desafios com esse objetivo ajudam a alinhar narrativa e ação. Funcionam como um marco visível de mudança e reforçam, na prática, aquilo que a empresa diz valorizar.
Como evitar a fadiga de desafios de bem-estar
Outro ponto crítico para líderes de RH é a chamada fadiga de campanhas. Ela surge quando os desafios se tornam excessivamente frequentes, mudam apenas de nome, não geram aprendizado real e não se conectam entre si ao longo do tempo. O resultado é previsível: perda de interesse, ceticismo e a sensação de que “é só mais uma iniciativa”.
Esse risco é reforçado por análises da McKinsey, que apontam que iniciativas de bem-estar perdem impacto quando não evoluem e não consideram a experiência acumulada dos colaboradores. Quando o RH ignora o que já foi vivido, aprendido ou testado, o bem-estar deixa de avançar e passa a se repetir.
Para evitar esse desgaste, líderes de RH precisam pensar em desafios como parte de uma jornada. Isso significa alternar objetivos ao longo do tempo, criar pausas intencionais entre um desafio e outro, comunicar aprendizados além de resultados, e mostrar claramente a evolução da estratégia de bem-estar.
Desafios não devem competir entre si por atenção. Quando bem orquestrados, eles constroem uma narrativa contínua, coerente e progressiva, que fortalece a cultura e mantém o engajamento de forma sustentável.
Como líderes de RH sustentam engajamento e demonstram o impacto dos desafios de bem-estar
Lançar um desafio com boa comunicação e entusiasmo inicial não é o problema. A queda de engajamento algumas semanas depois é um padrão conhecido e não acontece por acaso. Na maioria das vezes, ela é consequência de decisões estratégicas tomadas antes mesmo do desafio começar.
Esse movimento não indica desinteresse das pessoas pelo tema. Pelo contrário, ele revela um descompasso entre as iniciativas propostas e a realidade concreta do trabalho: agendas cheias, prioridades concorrentes e pouco espaço simbólico ou prático para participação.
O desafio, portanto, não é gerar entusiasmo no lançamento. É desenhar experiências que se sustentem no contexto real da organização, respeitem o momento vivido pelas pessoas e consigam coexistir com a rotina, sem virar mais uma demanda.
O que a queda de engajamento revela sobre a estratégia
Antes de tentar “motivar mais”, líderes de RH precisam interpretar corretamente o sinal. Quando o engajamento cai, o problema raramente está na comunicação ou no formato do desafio. Ele costuma estar na estratégia.
Isso acontece quando:
- O desafio compete com a rotina, em vez de se integrar a ela.
- A proposta é percebida como mais uma cobrança, e não como apoio.
- Não há espaço simbólico ou real para participação.
- A iniciativa ignora o momento emocional vivido pela organização.
O Panorama do Bem-Estar Corporativo 2026 mostra que a falta de tempo é uma das principais barreiras percebidas pelas pessoas para cuidar do bem-estar. Quando esse contexto é ignorado, o desafio deixa de ser um facilitador e passa a ser mais uma tarefa. E tarefas extras não sustentam engajamento.
Engajamento se constrói antes do lançamento
Um erro recorrente é tratar engajamento como algo que se resolve durante o desafio. Na prática, ele começa antes mesmo de a iniciativa existir. Líderes de RH que conseguem maior adesão costumam trabalhar o terreno com antecedência.
Isso significa deixar claro o porquê do desafio, conectá-lo a dores reais do dia a dia, reforçar que a proposta não é performance, mas cuidado, e comunicar a participação como um convite, não como obrigação.
Esse ponto é consistente com a visão da Deloitte, que mostra que colaboradores se engajam mais quando percebem autenticidade e coerência entre discurso e prática.
Desafios de bem-estar precisam nascer desse lugar de coerência para terem chance de se sustentar.
O papel da liderança além do RH
Outro fator decisivo é a atuação da liderança. Desafios de bem-estar não são iniciativas do RH. Eles são experiências organizacionais e, como tal, dependem do comportamento dos líderes.
Quando gestores legitimam pausas, evitam mensagens contraditórias, participam simbolicamente e reforçam o cuidado no dia a dia, o desafio ganha força e credibilidade. Quando isso não acontece, a iniciativa perde sentido rapidamente.
O Panorama do Bem-Estar Corporativo 2026 aponta a falta de apoio da liderança como um dos principais obstáculos para a consolidação de hábitos saudáveis no trabalho.
Para líderes de RH, o objetivo não é fazer com que todos os gestores “amem” o tema, mas garantir que ele não seja deslegitimado na prática.
Como traduzir o impacto dos desafios para a liderança executiva
Demonstrar impacto é outro ponto crítico. Para isso, líderes de RH precisam ajustar a narrativa. Em vez de falar apenas de bem-estar, é mais eficaz conectar os desafios a temas que já estão na agenda executiva, como engajamento sustentável, redução de desgaste, fortalecimento da cultura e retenção de talentos.
Quando o bem-estar é apresentado dessa forma, ele deixa de ser visto como um tema periférico e passa a ser compreendido como um fator de risco organizacional. O impacto dos desafios não está apenas na experiência individual, mas na capacidade da empresa de sustentar desempenho, vínculo e continuidade ao longo do tempo.
Para a liderança executiva, o argumento não é emocional. É estratégico. Desafios bem desenhados deixam de ser iniciativas isoladas e passam a atuar como ferramentas de gestão de pessoas e de sustentabilidade cultural.
O futuro dos desafios de bem-estar no trabalho: o que líderes de RH precisam antecipar
Como você viu, o bem-estar deixou de ocupar um papel periférico e passou a funcionar como uma infraestrutura humana dentro das organizações. Ele sustenta energia, vínculo, colaboração e capacidade de adaptação em contextos cada vez mais exigentes.
Em 2026, líderes de RH já não discutem se devem investir em bem-estar, mas como fazer isso de forma relevante, contínua e estratégica.
Nesse cenário, os desafios de bem-estar seguem no centro dessa conversa, desde que evoluam junto com o contexto e com as expectativas das pessoas.
Conheça cinco tendências para ficar de oho.

Tendência 1: desafios mais curtos, frequentes e integrados à rotina
A era dos desafios longos, complexos e difíceis de sustentar está ficando para trás. A realidade do trabalho mudou, e o tempo se tornou um recurso ainda mais escasso no dia a dia dos colaboradores.
Esse cenário vem levando líderes de RH a repensarem profundamente o formato dos desafios de bem-estar. Em vez de iniciativas extensas e cheias de regras, ganham espaço propostas mais curtas, flexíveis e integradas à rotina real das pessoas.
O foco deixa de ser “cumprir um desafio” e passa a ser criar microvitórias possíveis — pequenas ações que cabem no dia a dia e geram sensação de progresso contínuo.
Para o RH, essa mudança é estratégica. Pequenas transformações sustentadas ao longo do tempo tendem a gerar mais impacto cultural e comportamental do que grandes iniciativas difíceis de manter.
Tendência 2: desafios como parte de um ecossistema, não ações isoladas
Outra mudança clara é a integração. Desafios de bem-estar passam a gerar mais valor quando se conectam aos benefícios já existentes, dialogam com ferramentas digitais, reforçam políticas de flexibilidade e conversam com a comunicação interna.
Quando essas conexões existem, o desafio deixa de ser um esforço isolado no tempo e passa a fazer parte de um ecossistema que combina dimensões físicas, digitais e sociais da experiência do colaborador.
Para líderes de RH, o papel não é apenas lançar iniciativas, mas orquestrar essas peças de forma coerente. É essa integração que dá escala, consistência e continuidade aos desafios de bem-estar.
Tendência 3: foco em bem-estar integral (e não em um único pilar)
Em 2026, falar apenas de atividade física já não é suficiente. O bem-estar passou a ser entendido de forma integrada, considerando dimensões físicas, mentais, emocionais e sociais que se influenciam mutuamente no dia a dia de trabalho.
Essa visão mais ampla está mudando o desenho dos desafios de bem-estar. Os formatos mais relevantes reconhecem diferentes realidades, permitem múltiplas formas de participação e valorizam não apenas movimento, mas também descanso, conexão e autocuidado. Em vez de colocar todos no mesmo molde, eles criam espaço para escolhas possíveis e individuais.
Para líderes de RH, isso significa abandonar desafios de “tamanho único” e avançar para experiências mais inclusivas, que respeitam ritmos, contextos e necessidades diversas, aumentando a chance de engajamento genuíno e sustentado.
Tendência 4: desafios como ferramenta de retenção e atração de talentos
O impacto dos desafios de bem-estar vai além do engajamento interno. Quando bem estruturados, eles reforçam a percepção de cuidado genuíno por parte da empresa e essa percepção pesa, de forma concreta, na decisão de ficar ou sair.
O bem-estar passou a ser um critério relevante na relação das pessoas com o trabalho, influenciando vínculo, confiança e sensação de valor ao longo do tempo. Desafios que tornam esse cuidado visível e vivido no dia a dia ajudam a fortalecer essa conexão, mesmo sem promessas explícitas.
Para líderes de RH, isso amplia o papel dos desafios de bem-estar. Eles passam a atuar como parte ativa da estratégia de retenção e da Employee Value Proposition, ainda que não apareçam diretamente nas descrições de vaga ou nos materiais de atração.
Tendência 5: menos controle, mais autonomia
Outro movimento relevante é a mudança de postura. Desafios excessivamente controlados, cheios de regras rígidas e monitoramento constante tendem a gerar resistência. O colaborador de 2026 valoriza autonomia, confiança e a possibilidade de fazer escolhas que façam sentido para a sua rotina.
Nesse contexto, desafios de bem-estar ganham força quando oferecem flexibilidade e espaço para adaptação individual, em vez de impor um modelo único de participação. Quanto maior o senso de controle percebido pela pessoa, maior a chance de engajamento genuíno.
Para líderes de RH, isso exige maturidade na condução das iniciativas: confiar mais, controlar menos e apoiar em vez de vigiar. Desafios funcionam melhor quando empoderam as pessoas a cuidarem de si, não quando transformam o bem-estar em algo fiscalizado.
Checklist final: desafios de bem-estar para líderes de RH em 2026
Antes de lançar ou revisar um desafio, pergunte-se:
- Ele resolve um problema real da organização?
- Está alinhado ao momento atual da empresa?
- Respeita a rotina e as limitações de tempo das pessoas?
- Cria algum nível de conexão social ou senso de pertencimento?
- Reforça, na prática, a cultura que queremos construir?
Se a resposta for “sim” para a maioria, você está no caminho certo. Se não, o desafio provavelmente precisa de ajuste, não de mais comunicação.
Desafios de bem-estar que viram hábito (e cultura)
Você já investe em benefícios e campanhas, mas o engajamento cai rápido. A rotina aperta, o trabalho híbrido reduz a conexão e o desafio acaba virando “mais uma tarefa”, em vez de uma experiência capaz de sustentar constância e pertencimento.
Um programa de bem-estar ajuda a mudar esse cenário ao permitir que os desafios sejam desenhados a partir da vida real do colaborador. Com acesso facilitado a soluções físicas e digitais, estímulo ao componente social e foco em pequenas vitórias semana após semana, o bem-estar deixa de ser intenção e passa a ser prática.
Converse com um especialista do Wellhub e descubra como facilitar o acesso ao bem-estar, apoiar hábitos consistentes e ampliar a adesão aos benefícios.

Com Wellhub, seus colaboradores fazem um check-in de bem-estar todos os dias
Atividade física, mindfulness, terapia, nutrição e qualidade do sono em um único benefício
Referências
- DELOITTE. Global Human Capital Trends 2025. Acessado em janeiro de 2026, em https://www.deloitte.com/us/en/insights/topics/talent/human-capital-trends.html
- DELOITTE. Tendências de Capital Humano 2025. Acessado em janeiro de 2026, em https://www.deloitte.com/br/pt/services/consulting/research/tendencias-capital-humano.html
- MCKINSEY. The Future of Wellness Trends 2025. Acessado em janeiro de 2026, em https://www.mckinsey.com/industries/consumer-packaged-goods/our-insights/future-of-wellness-trends
- WELLHUB. Panorama do Bem-Estar Corporativo 2026. Acessado em janeiro de 2026, em https://wellhub.com/pt-br/panorama-bem-estar-corporativo-2026/
Categoria
Compartilhe

A Equipe Editorial do Wellhub traz aos líderes de RH as informações necessárias para promover o bem-estar dos colaboradores. Em um cenário profissional em rápida evolução, nossas pesquisas, análises de tendências e guias práticos são ferramentas importantes para levar cada vez mais satisfação e saúde ao ambiente de trabalho.
Você também pode gostar

Qual é a diferença entre salário e remuneração?
Salário e remuneração têm grande importância na hora de motivar, atrair e reter colaboradores. Descubra qual é a diferença entre os dois termos.

Remuneração e benefícios: como criar uma política eficaz
Entenda como criar uma estratégia sólida de remuneração e benefícios para seus colaboradores, e saiba porque ela é importante para o sucesso da sua empresa.

Como a gestão de benefícios pode tornar o setor de RH estratégico? | Blog Wellhub
O investimento em um pacote de benefícios atrativo e diferenciado é uma importante ferramenta para atrair e manter talentos na sua empresa. Mais do que isso: a gestão de benefícios pode ser estratégica para motivar e engajar os colaboradores, elevando a produtividade e a competitividade da organização. Não é novidade que o salário não é mais […]