Como organizar um desafio de passos no trabalho: guia completo
Última alteração 22 de jan. de 2026

Você já tentou incentivar mais movimento no trabalho e viu a iniciativa perder força logo na segunda semana? Falta tempo, sobra reunião, e nem todo mundo se identifica com academia, aula ao vivo ou uma rotina fitness estruturada.
O desafio de passos surge como uma resposta simples a esse cenário. Ele transforma a caminhada em um hábito visível e acessível. Cada pessoa participa no próprio ritmo, em casa, no escritório ou no modelo híbrido. Para o RH, isso significa algo raro: uma ação fácil de lançar, fácil de acompanhar e com alto potencial de engajamento.
Esse formato acompanha uma mudança clara na forma como os profissionais cuidam da própria rotina. Cada vez mais pessoas buscam pausas curtas, constância e hábitos sustentáveis ao longo do dia. O Panorama do Bem-Estar Corporativo 2026 do Wellhub reforça esse movimento. Caminhar vira uma micropausa que ajuda a recarregar a energia, organizar os pensamentos e aliviar a pressão de uma jornada intensa.
Quer sair da intenção e chegar na prática sem pesar a agenda? Eleve sua estratégia com um desafio de passos que combina inclusão, leveza e cultura de bem-estar, e transforma cada passo em um sinal concreto de cuidado no trabalho.

O que é um desafio de passos no trabalho?
Um desafio de passos é uma iniciativa em que colaboradores são convidados a acompanhar a quantidade de passos dados ao longo do dia, durante um período determinado. O objetivo não é competição extrema, mas sim estímulo ao movimento, à constância e à criação de hábitos mais ativos.
Na prática, o desafio pode assumir diferentes formatos:
- Metas individuais (ex: atingir X passos por dia).
- Metas coletivas (ex: a empresa somar X milhões de passos).
- Desafios em equipe, incentivando colaboração entre áreas.
O acompanhamento costuma ser feito por aplicativos de saúde, smartwatches ou plataformas de bem-estar, o que torna a implementação relativamente simples. Mais importante do que a tecnologia, porém, é a lógica por trás do desafio: transformar pequenos movimentos em um hábito diário.
E aqui está um ponto-chave: caminhar é uma das formas mais democráticas de atividade física. Segundo organizações como a Organização Mundial da Saúde, aumentar o nível de atividade diária, mesmo em intensidade leve a moderada, já traz benefícios relevantes para a saúde física e mental.
No contexto corporativo, isso significa que o desafio de passos não exclui, ele convida.
Por que o desafio de passos funciona tão bem no ambiente de trabalho
Diferente de iniciativas que exigem alto engajamento inicial, o desafio de passos parte de algo que as pessoas já fazem. Todo mundo caminha. A diferença está em tornar esse movimento visível, compartilhado e incentivado.
Existem três razões principais pelas quais o desafio de passos costuma funcionar tão bem nas empresas. Veja quais são elas:
- É inclusivo por natureza
Não importa a idade, cargo ou nível de condicionamento físico. Cada pessoa participa dentro da sua realidade. Isso reduz barreiras de entrada e aumenta a adesão logo no início do desafio.
- Gera senso de progresso rápido
Ao acompanhar os passos diariamente, o colaborador visualiza seu esforço quase em tempo real. Esse feedback imediato é um forte motivador comportamental.
- Conecta bem-estar e cultura
Quando a empresa comunica, celebra e acompanha o desafio, a mensagem é clara: cuidar do bem-estar faz parte da cultura. E não como algo extraordinário, mas como parte da rotina.
O Panorama do Bem-Estar Corporativo 2026 reforça esse ponto ao mostrar que colaboradores tendem a se engajar mais quando o bem-estar é integrado ao dia a dia, e não tratado como um evento isolado. Caminhar durante uma pausa, entre reuniões ou após o expediente é um exemplo clássico dessa integração.
Os benefícios do desafio de passos para colaboradores
Quando falamos em desafio de passos no trabalho, é comum associar a iniciativa apenas à atividade física. Mas, na prática, os impactos para os colaboradores vão muito além do movimento em si. Caminhar mais ao longo do dia influencia energia, foco, humor e até a forma como as pessoas se relacionam com o trabalho.
A seguir, veja os principais benefícios da prática.
Mais movimento sem pressão ou cobrança excessiva
Um dos grandes diferenciais do desafio de passos é que ele não exige mudanças radicais na rotina. Não é preciso “treinar”, vestir roupa específica ou reservar um horário fixo. O convite é simples: caminhar mais sem mudar a agenda.
Isso reduz a sensação de obrigação, que muitas vezes afasta colaboradores de programas de bem-estar mais intensos. Em vez de pressão por performance, o desafio de passos incentiva constância e autonomia, dois fatores essenciais para a criação de hábitos sustentáveis.
Redução do sedentarismo no trabalho
Mesmo profissionais que se exercitam fora do expediente passam boa parte do dia sentados. Reuniões longas, trabalho em frente ao computador e deslocamentos reduzidos contribuem para um estilo de vida sedentário.
Segundo dados recentes da Organização Mundial da Saúde, o sedentarismo continua sendo um dos principais fatores de risco para a saúde global, e pequenas mudanças no nível de atividade diária já fazem diferença significativa.
O desafio de passos atua exatamente nesse ponto: ele estimula pausas ativas, caminhadas curtas e mais consciência sobre o próprio movimento ao longo do dia.
Impacto positivo no bem-estar mental
Caminhar não beneficia apenas o corpo. Há uma relação direta entre movimento leve, redução do estresse e melhora do humor. Pequenas caminhadas ajudam a “descomprimir” o dia, organizar pensamentos e recuperar energia mental entre tarefas.
O Panorama do Bem-Estar Corporativo 2026 mostra que colaboradores estão buscando estratégias simples para lidar com o estressecotidiano, especialmente aquelas que podem ser incorporadas à rotina sem grandes rupturas. Caminhar aparece como uma dessas soluções práticas e acessíveis.
Ao participar de um desafio de passos, o colaborador não está apenas somando números. Ele está criando micro momentos de cuidado ao longo do dia.
Sensação de pertencimento e engajamento
Quando o desafio é estruturado de forma coletiva — seja por equipes ou por metas globais da empresa — ele também fortalece vínculos. Comentários sobre percursos, metas batidas e pequenas conquistas viram assunto no chat do trabalho, no café ou nas reuniões informais.
Esse senso de participação contribui para o engajamento emocional com a iniciativa e, consequentemente, com a empresa.
Os benefícios do desafio de passos para a empresa e para o RH
Do ponto de vista do RH, o desafio de passos não é apenas uma ação de bem-estar. Ele é uma ferramenta estratégica que ajuda a responder a alguns dos maiores desafios da gestão de pessoas hoje: engajamento, adesão e continuidade.
A seguir, conheça os principais benefícios da iniciativa para as empresas.
Alta adesão com baixo custo
Comparado a outras iniciativas, o desafio de passos tem uma excelente relação entre esforço e retorno. Ele pode ser implementado com ferramentas que muitos colaboradores já utilizam e não exige grandes investimentos iniciais.
Isso torna o desafio especialmente interessante para empresas que:
- Estão começando uma estratégia de bem-estar.
- Querem testar formatos antes de escalar.
- Precisam mostrar resultados rápidos.
Métricas claras e fáceis de acompanhar
Outro ponto forte é a mensuração. Passos são dados objetivos, simples de acompanhar e fáceis de comunicar. Isso ajuda o RH a:
- Monitorar a participação.
- Avaliar o engajamento ao longo do tempo.
- Comunicar resultados de forma visual e compreensível.
Essas métricas também facilitam conversas com a liderança sobre impacto e continuidade das ações.
Fortalecimento da cultura de bem-estar
Mais do que o desafio em si, fica a mensagem. Ao incentivar caminhadas, pausas e movimento ao longo do expediente, a empresa mostra que o bem-estar faz parte da rotina de trabalho e não precisa ficar restrito ao tempo fora do expediente.
O Panorama do Bem-Estar Corporativo 2026 destaca que colaboradores tendem a se engajar mais quando percebem apoio real da empresa para integrar hábitos saudáveis ao dia a dia profissional. O desafio de passos é uma forma concreta de colocar esse apoio em prática.
Base para iniciativas mais amplas
Muitas empresas utilizam o desafio de passos como ponto de partida. A partir dele, fica mais fácil evoluir para:
- Outros desafios (hidratação, alongamento, mindfulness).
- Programas contínuos de bem-estar.
- Ações integradas com plataformas e parceiros.
Ou seja, o desafio de passos ajuda o RH a criar tração interna antes de avançar para iniciativas mais complexas.
Quando faz mais sentido implementar um desafio de passos
Embora o desafio de passos funcione bem em diferentes contextos, ele costuma ser especialmente eficaz em alguns momentos específicos, como:
- Início do ano ou pós-férias, quando as pessoas estão mais abertas a novos hábitos.
- Períodos de alta carga de trabalho, como forma de incentivar pausas.
- Processos de integração ou campanhas internas de cultura.
Identificar o timing certo aumenta as chances de adesão e engajamento desde o início.
Como organizar um desafio de passos no trabalho (guia)
Depois de entender por que o desafio de passos funciona tão bem e quais benefícios ele traz, chega o momento mais importante para o RH: a execução. A boa notícia é que, apesar de simples, uma iniciativa bem estruturada faz toda a diferença nos resultados.
A seguir, você encontra umpasso a passo prático, pensado para facilitar a implementação e aumentar as chances de engajamento desde o primeiro dia.

Passo 1: Defina o objetivo do desafio de passos
Antes de pensar em metas ou prêmios, o RH precisa responder a uma pergunta essencial: por que estamos criando este desafio de passos?
Alguns objetivos comuns incluem:
- Incentivar mais movimento no dia a dia.
- Aumentar o engajamento com iniciativas de bem-estar.
- Estimular pausas durante o expediente.
- Integrar equipes ou áreas diferentes.
Ter um objetivo claro ajuda a orientar todas as decisões seguintes, desde o formato até a comunicação. Um desafio de passos pode ser leve e lúdico, ou mais estruturado e orientado a resultados — tudo depende da intenção por trás da iniciativa.
Empresas que conectam o desafio a um propósito claro tendem a gerar mais adesão e menos abandono ao longo do caminho.
Passo 2: Escolha o formato do desafio de passos
Não existe um único formato ideal de desafio de passos. O melhor modelo é aquele que conversa com a cultura da empresa e com o perfil dos colaboradores. Os formatos mais comuns são:
Desafio individual
Cada colaborador acompanha seus próprios passos e busca atingir uma meta diária ou semanal. Esse modelo funciona bem em empresas com perfis mais autônomos e menos competitivos.
Desafio em equipe
Os passos individuais são somados por time, área ou unidade. Esse formato estimula colaboração, troca e senso de pertencimento, além de reduzir a pressão individual.
Meta coletiva da empresa
Aqui, todos contribuem para um objetivo único, como “atingir X milhões de passos em 30 dias”. É um formato inclusivo e altamente engajador, especialmente para empresas maiores.
Segundo o Panorama do Bem-Estar Corporativo 2026, iniciativas com componente social tendem a gerar maior engajamento e senso de comunidade entre colaboradores, um ponto forte dos desafios em equipe ou coletivos.

Passo 3: Defina a duração do desafio
A duração ideal do desafio de passos depende do nível de maturidade da empresa em bem-estar. Em geral, menos é mais, especialmente na primeira edição.
Algumas opções comuns:
- 7 dias: ideal para testar adesão e reduzir fricção.
- 14 dias: bom equilíbrio entre engajamento e manutenção do hábito.
- 30 dias: indicado para empresas com histórico de desafios bem-sucedidos.
Desafios muito longos podem gerar fadiga. Já desafios muito curtos podem não criar ritmo suficiente. O importante é escolher um período realista e comunicar isso com clareza desde o início.
Passo 4: Defina como os passos serão contabilizados
Esse é um ponto prático, mas fundamental. O ideal é facilitar ao máximo a participação.
Algumas alternativas:
- Aplicativos nativos de celular.
- Smartwatches e pulseiras de atividade.
- Plataformas de bem-estar corporativo que centralizam os dados.
O mais importante aqui não é a sofisticação da ferramenta, mas a clareza do processo. Os colaboradores precisam saber exatamente:
- Onde acompanhar seus passos.
- Como registrar ou sincronizar os dados.
- Com que frequência isso deve ser feito.
Quanto menos dúvidas, maior a adesão.
Passo 5: Estabeleça metas realistas e inclusivas
Um erro comum em desafios de passos é definir metas altas demais. Isso desestimula quem está começando e transforma o desafio em algo excludente.
Boas práticas incluem:
- Trabalhar com metas progressivas.
- Valorizar constância, não apenas volume.
- Reforçar que cada passo conta.
Lembre-se: o objetivo do desafio de passos não é criar atletas, mas incentivar movimento e consciência corporal no dia a dia.
Passo 6: Planeje incentivos e reconhecimento
Prêmios não precisam ser caros para serem eficazes. Muitas vezes, o reconhecimento simbólico tem mais impacto do que recompensas materiais.
Algumas ideias:
- Destaques semanais.
- Certificados simbólicos.
- Comunicação interna celebrando resultados.
- Reconhecimento coletivo em reuniões ou canais internos.
O importante é reforçar comportamentos positivos e criar momentos de celebração ao longo do desafio.
Passo 7: Comunique o desafio de passos com clareza
Mesmo o melhor desafio falha se a comunicação não for clara. O RH deve explicar:
- O que é o desafio.
- Como participar.
- Qual a duração.
- Onde tirar dúvidas.
Use os canais que já fazem parte da rotina dos colaboradores: e-mail, Slack, Teams, intranet ou reuniões rápidas. Uma comunicação simples, visual e objetiva aumenta significativamente a adesão inicial.
Passo 8: Acompanhe o progresso durante o desafio
Não espere o final para falar sobre o desafio. Atualizações periódicas mantêm o engajamento vivo.
Você pode:
- Compartilhar marcos coletivos.
- Destacar equipes ou participantes.
- Reforçar mensagens de incentivo.
Esse acompanhamento reforça que o desafio de passos é uma iniciativa ativa, e não apenas um comunicado esquecido.
Passo 9: Feche o desafio celebrando os resultados
O encerramento é tão importante quanto o lançamento. Compartilhe os resultados, agradeça a participação e destaque os aprendizados.
Mais do que números, vale reforçar:
- O impacto coletivo.
- As histórias de participação.
- A importância de continuar se movimentando.
Esse fechamento prepara o terreno para futuras iniciativas e fortalece a cultura de bem-estar.
Boas práticas para aumentar a adesão ao desafio de passos
Mesmo sendo uma iniciativa simples, o sucesso de um desafio de passos no trabalho depende muito mais do como do que do o quê. Pequenos ajustes na forma de conduzir o desafio fazem grande diferença na adesão e no engajamento ao longo do tempo.
A seguir, veja algumas boas práticas baseadas em estudos recentes, benchmarks de mercado e dados de comportamento dos colaboradores.
Priorize consistência, não competição extrema
Um dos erros mais comuns em desafios corporativos é transformar a iniciativa em uma corrida por performance. Rankings muito agressivos ou metas irreais tendem a engajar apenas uma parcela pequena da empresa — geralmente quem já é ativo fisicamente.
Pesquisas sobre mudança de comportamento mostram que a constância é mais eficaz do que picos de esforço quando o objetivo é criar hábitos sustentáveis. Um relatório da Harvard Medical School reforça que caminhadas regulares, mesmo em volumes moderados, já trazem benefícios significativos para a saúde física e mental.
No contexto do desafio de passos, isso significa:
- Valorizar quem participa todos os dias.
- Reconhecer progresso individual.
- Evitar metas que afastem iniciantes.
Use metas flexíveis e progressivas
Metas fixas para todos podem parecer simples, mas ignoram a diversidade de perfis dentro da empresa. O ideal é trabalhar com metas flexíveis, que incentivem evolução gradual.
Segundo estudos recentes da American Heart Association, aumentar o número de passos de forma progressiva é mais eficaz e mais seguro do que estabelecer metas altas logo no início.
Para o RH, isso pode se traduzir em:
- Metas semanais ajustáveis.
- Faixas de participação (em vez de um único número).
- Comunicação que reforça que cada avanço conta.
Essa abordagem reduz desistências e amplia a participação ao longo do desafio.
Reforce o aspecto social do desafio
Iniciativas com componente social têm maior potencial de engajamento e permanência. Colaboradores tendem a manter hábitos saudáveis quando se sentem parte de um grupo ou comunidade.
No desafio de passos, isso pode ser feito de forma simples:
- Times por área ou projeto.
- Metas coletivas.
- Compartilhamento de conquistas em canais internos.
Esse tipo de interação transforma o desafio em uma experiência compartilhada, e não em uma atividade isolada.
Integre o desafio à rotina de trabalho
Desafios que parecem “extras” têm menos chance de sucesso. Já aqueles que se conectam à rotina ganham escala naturalmente.
O relatório 2025 Global Human Capital Trends Wellbeing Trends, da Deloitte, aponta que colaboradores se engajam mais em iniciativas de bem-estar quando elas são percebidas como compatíveis com o trabalho, e não como algo adicional à carga diária.
Boas práticas incluem:
- Incentivar pausas para caminhada entre reuniões.
- Sugerir reuniões walking meetings, quando possível.
- Normalizar o movimento como parte do expediente.
Erros comuns em um desafio de passos
Além das boas práticas, é importante conhecer os erros mais frequentes (e evitáveis) na organização de um desafio de passos no trabalho. Confira!
Tratar o desafio como um evento isolado
Quando o desafio de passos não se conecta a nenhuma estratégia maior, ele tende a gerar engajamento pontual, mas pouco impacto duradouro. Colaboradores participam uma vez e depois voltam à rotina anterior.
O Panorama do Bem-Estar Corporativo 2026 reforça queações isoladas têm efeito limitado quando não fazem parte de um ecossistema de bem-estar mais amplo. Por isso, vale sempre comunicar o desafio como parte de uma jornada, e não como um evento único.
Comunicação excessivamente complexa
Outro erro comum é tentar explicar demais. Regras longas, múltiplos formatos e excesso de detalhes confundem e afastam participantes.
Estudos sobre engajamento digital mostram que clareza e simplicidade são fatores críticos para a adesão inicial. Quanto mais simples for o convite, maior a taxa de participação.
No desafio de passos, isso significa:
- Poucas regras.
- Linguagem acessível.
- Comunicação visual sempre que possível.
Focar apenas em quem “vence”
Quando o reconhecimento fica restrito aos primeiros colocados, o desafio perde força ao longo do tempo. Quem percebe que não vai “ganhar” tende a desistir antes do fim.
Uma abordagem mais eficaz é reconhecer:
- Participação.
- Evolução pessoal.
- Engajamento coletivo.
Isso mantém o desafio relevante para diferentes perfis e reforça o propósito de bem-estar.
Como integrar o desafio de passos a uma estratégia contínua de bem-estar
Um desafio de passos bem executado gera engajamento, conversa e participação. Mas o verdadeiro valor aparece quando ele deixa de ser um evento pontual e passa a fazer parte de uma estratégia contínua de bem-estar corporativo.
Para o RH, esse é o momento de transformar um bom resultado tático em aprendizado estratégico.
Do desafio pontual ao hábito contínuo
Após o encerramento do desafio, vale observar alguns sinais importantes:
- Quantas pessoas participaram até o final.
- Quais formatos geraram mais engajamento.
- Em quais momentos houve mais interação.
Esses dados ajudam o RH a entender como os colaboradores se relacionam com iniciativas de bem-estar. O desafio de passos, nesse contexto, funciona como um “laboratório” de comportamento.
Conecte o desafio de passos a outros formatos de bem-estar
Depois de um desafio de passos, muitas empresas evoluem naturalmente para outras iniciativas complementares, como:
- Desafios de hidratação.
- Campanhas de pausas ativas ou alongamento.
- Conteúdos educativos sobre movimento e saúde.
- Incentivo ao uso de espaços e experiências de bem-estar.
Essa diversidade atende diferentes perfis e reforça a ideia de que bem-estar não é “tudo ou nada”, mas uma construção diária.
Use o desafio como ferramenta de escuta
Além dos números, o desafio de passos é uma excelente oportunidade para ouvir os colaboradores. Pesquisas rápidas ao final da iniciativa podem revelar:
- O que funcionou bem.
- O que poderia melhorar.
- Que tipo de iniciativa as pessoas gostariam de ver no futuro.
Essa escuta ativa fortalece a relação entre RH e colaboradores e aumenta a percepção de cuidado genuíno.
Apoie a continuidade com soluções estruturadas
Para que o hábito não se perca após o desafio, é fundamental oferecer caminhos para a continuidade. Plataformas e ecossistemas de bem-estar ajudam a transformar o entusiasmo inicial em prática consistente, dando acesso a:
- Experiências presenciais e digitais.
- Diferentes modalidades de movimento.
- Conteúdos e estímulos contínuos.
Isso reduz a dependência de ações pontuais do RH e amplia o alcance do bem-estar no dia a dia.
Do desafio de passos à construção de uma cultura de bem-estar sustentável
Iniciativas de movimento costumam perder força quando parecem complexas ou desconectadas da rotina. O desafio de passos funciona porque respeita o dia real das pessoas, incentiva pausas simples e inclui diferentes perfis sem pressão por performance.
Quando o RH conecta esse tipo de ação a uma estratégia mais ampla de bem-estar, o impacto cresce. Programas que oferecem variedade, escolha e apoio contínuo aumentam o engajamento ao longo do tempo. Dados do Wellhub mostram que 83% dos colaboradores participariam mais de iniciativas de bem-estar se elas tivessem um componente social, reforçando a importância de ações integradas e não isoladas.
Converse com um especialista do Wellhub para estruturar uma estratégia de bem-estar completa, flexível e alinhada à realidade dos seus colaboradores.

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Referências
- AMERICAN HEART ASSOCIATION. Walking. Acessado em janeiro de 2026, em https://www.heart.org/en/healthy-living/fitness/walking
- DELOITTE. 2025 Global Human Capital trends. Acessado em janeiro de 2026, em https://www.deloitte.com/za/en/services/consulting/research/2025-human-capital-trends.html
- HARVARD MEDICAL SCHOOL. Walking for Health. Acessado em janeiro de 2026, em https://www.health.harvard.edu/exercise-and-fitness/walking-for-health
- MCKINSEY & COMPANY. People & Organizational Performance | McKinsey & Company. Acessado em janeiro de 2026, em https://www.mckinsey.com/capabilities/people-and-organizational-performance/our-insights
- ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Physical activity. Acessado em janeiro de 2026, em https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/physical-activity
- WELLHUB. Panorama do Bem-estar 2026. Acessado em janeiro de 2026, em https://wellhub.com/pt-br/blog/beneficios-e-programas-de-bem-estar/panorama-do-bem-estar-2026/
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