ROI do Bem-Estar 2026: Como reter e desenvolver os melhores talentos na era da IA
Última alteração 10 de jun. de 2026

O estudo ROI do Bem-Estar 2026 do Wellhub revela uma mudança importante nas prioridades das empresas. Enquanto a IA reestrutura funções em ritmo acelerado e a instabilidade econômica pressiona orçamentos, as organizações buscam se blindar contra mudanças drásticas nas habilidades do futuro.
O detalhe é que essas forças agem em conjunto. Elas atingem o mercado ao mesmo tempo e, além de transformarem as estratégias de gestão, concentram a pressão justamente em quem costuma segurar a barra: os talentos de alto desempenho.

Reter talentos: a prioridade máxima para 2026

Nas empresas de grande porte, esse sentimento é ainda mais agudo, atingindo 93%. Porém, mesmo entre os pequenos negócios, o índice chega a 84%. Seja qual for o tamanho da empresa, o foco absoluto do ano é manter as pessoas que mais geram valor para o negócio.
O desgaste do bem-estar já pesa nos custos
Para 72% dos líderes de RH, o declínio da saúde mental dos colaboradoreseleva os custos operacionais por meio dos gastos com saúde, absenteísmo, perda de produtividade e rotatividade.
Além disso, 51% das empresas associam problemas de saúde mental à redução da produtividade ou quedas de desempenho. Outras 37% relatam um aumento no absenteísmo, enquanto 32% citam custos mais altos com assistência médica.
Ao mesmo tempo, apenas 54% dos colaboradores avaliam seu bem-estar geral como bom ou ótimo, abaixo dos 63% registrados no ano anterior (Wellhub, Panorama do Bem-Estar Corporativo 2026).
Enquanto isso, 77% dos executivos acreditam que o bem-estar mental de seus liderados melhorou no último ano, mas apenas 33% dos trabalhadores concordam.
Não se trata de uma divergência irrelevante. É um abismo de percepção perigoso entre a alta liderança e a realidade da experiência do colaborador. E não se pode fechar um abismo que você sequer sabe que existe.
A IA muda o jogo para os talentos de alta performance
A inteligência artificial já faz parte do dia a dia de muitas empresas, mas o uso em larga escala e a implementação estrutural são coisas bem diferentes.
Hoje, apenas 7% das empresas dizem ter escalado a IA para toda sua força de trabalho. Ainda assim, a régua do desempenho já subiu. É exatamente nesse vácuo entre o potencial e a realidade que a maioria das organizações e colaboradores se encontra.
O uso não autorizado da IA divide a força de trabalho em dois níveis
Atualmente, 78% dos usuários de IA trazem suas próprias ferramentas para o ambiente de trabalho, e 52% admitem que hesitam em revelar o uso em tarefas importantes.
Profissionais que adotam ferramentas próprias de IA precocemente ganham uma vantagem competitiva de produtividade sobre os colegas, criando uma divisão definida menos por cargo ou senioridade e mais por quem “descobriu o caminho das pedras” primeiro.
Além disso, 53% dos colaboradores temem que utilizar IA em entregas cruciais possa fazê-los parecer substituíveis.
Quando as pessoas temem que a adoção de ferramentas de produtividade ameace sua segurança no emprego, é menos provável que as testem abertamente ou compartilhem o que aprendem. Como resultado, o aprendizado organizacional trava, o estresse individual sobe e os benefícios da IA acabam restritos a um grupo cada vez menor (Microsoft 2024).
A corrida por talentos que dominam IA está cada vez mais acirrada
Sessenta e dois por cento dos líderes de RH temem perder colaboradores com competências em alta ou ligadas à IA, como design de prompts, automação de fluxos de trabalho e interpretação de resultados gerados por IA.
Quando as empresas acumulam exigências de requalificação sobre uma equipe que já está sobrecarregada, sem oferecer o devido suporte de aprendizado e bem-estar, as pessoas que deveriam liderar a transição acabam se tornando suas primeiras “baixas”.
Por que o bem-estar é o diferencial estratégico para reter talentos
O salário continua sendo importante, e sempre será, mas deixou de ser o principal filtro usado pelos profissionais de alto desempenho para decidir onde querem trabalhar.
Cada vez mais, essas pessoas questionam algo diferente: essa empresa me permite entregar resultados de alto nível sem ter um burnout no processo?
O bem-estar tem um peso maior para quem entrega mais
Hoje, 86% dos líderes de RH afirmam que os programas de bem-estar são muito ou extremamente importantes para profissionais de alto desempenho, contra 80% que dizem o mesmo para a força de trabalho em geral.
Vale notar que nenhum participante da pesquisa classificou o bem-estar como algo sem importância para qualquer um dos grupos.
O apoio ao bem-estar é uma pauta necessária em todos os níveis. Contudo, para os colaboradores com quem as empresas mais contam, o vínculo entre sentir-se apoiado e a decisão de permanecer na empresa é ainda mais forte.
Segundo o Panorama do Bem-Estar Corporativo 2026, 86% dos profissionais acreditam que o bem-estar no trabalho é tão importante quanto o salário e 85% sairiam de uma empresa que não prioriza o bem-estar.
Talentos de alto desempenho costumam ter opções no mercado, e não hesitam em usá-las. Quando suas expectativas em relação ao bem-estar são frustradas, eles geralmente não se limitam a perder o engajamento em silêncio e “esperar a maré passar”. Eles simplesmente saem.
Retenção é conquista, não garantia
Oitenta e cinco por cento dos líderes de RH afirmam que os programas de bem-estarsão importantes para manter os melhores talentos. Outros 82% dizem que eles são essenciais para sustentar o desempenho desses profissionais no longo prazo. Além disso, 83% afirmam que esses programas impulsionam o engajamento dos seus maiores talentos.
Não estamos falando de resultados “subjetivos”. São resultados de desempenho, e é exatamente isso que as empresas esperam que seus melhores talentos entreguem.
A falta de credibilidade pode levar à saída dos melhores talentos
Geralmente, os programas não falham por mau planejamento. Eles falham porque os colaboradores deixam de acreditar neles.
Quando os compromissos com o bem-estar são silenciosamente deixados de lado sob pressão, as pessoas percebem e imediatamente recalibram suas expectativas. Corrigir essa falha não é um problema de desenho do programa. É um problema de liderança.
Atualmente, apenas 39% das empresas afirmam estar preparadas para cuidar da saúde mental dos colaboradores em períodos de mudança ou disrupção.
No cenário atual, em que reestruturações, mudanças de cargos causadas pela IA e pressão por desempenho são a regra, e não a exceção, a disrupção não é mais um evento isolado para o qual se deve planejar. Ela se tornou o estado operacional permanente das empresas.
A falta de preparo dos gestores é o maior risco para os resultados

Quando os próprios gestores estão no limite, sua capacidade de cuidar do bem-estar do time desaparece. Eles acabam focando apenas em números e entregas em vez de pessoas, o que aumenta a distância entre a intenção da empresa e a experiência real da equipe.
Uma estratégia de bem-estar pode ser minuciosamente planejada e contar com um investimento de peso, mas nada disso garante que o colaborador sentirá a diferença na prática. O que realmente define o sucesso é o que acontece no nível da gestão.
A matemática da retenção
O bem-estar costumava ser uma pauta exclusiva do RH. Hoje, o tema migrou de vez para a esfera das decisões financeiras. Com a alta nos custos de saúde e a crescente pressão sobre os orçamentos, as empresas agora precisam justificar esses investimentos com um rigor nunca antes visto.
O Financeiro já ocupa seu lugar na mesa de decisão

Trata-se de um dado que se mantém constante em empresas de todos os portes.
Investimentos em bem-estar estão sendo avaliados lado a lado com qualquer outra prioridade estratégica, e as empresas que conseguem garantir e manter esses recursos são aquelas que sabem falar a língua do Financeiro.
Setenta e dois por cento dos líderes de RH afirmam que o desgaste na saúde mental dos colaboradores contribui para um aumento nos custos gerais da empresa.
Ao mesmo tempo, 61% das organizações custeiam programas de bem-estar por meio do orçamento de saúde, colocando-os sob o mesmo crivo analítico dos custos médicos, onde a exigência por retornos mensuráveis é máxima.
O ROI é evidente para quem acompanha os dados
Sessenta e um por cento das empresas já mensuram o retorno específico sobre o investimento em seus programas de bem-estar e, entre as que o fazem, 95% relatam resultado positivo.
A falta de métricas não significa que os programas de bem-estar não dão resultados. É, na verdade, um sinal de que a maioria das empresas ainda não estruturou os processos necessários para comprovar esses ganhos.
A maioria ainda enfrenta os mesmos dilemas para garantir que seus programas tragam resultados reais.
Custos elevados de implementação e baixo engajamento encabeçam a lista, com 30% cada, seguidos pela dificuldade em medir o impacto (26%) e um ROI pouco claro (22%).
O baixo engajamento compromete os dados de utilização, o que dificulta mensurar o impacto e, por consequência, torna o ROI mais difícil de defender.
Nesse ciclo, o que sobrevive nem sempre é o que traz o melhor resultado, mas o que consegue comprovar seu valor de forma mais evidente.
O cenário atual dos programas corporativos de bem-estar
O investimento em bem-estar atingiu seu patamar mais alto da história, e o alinhamento da liderança nunca foi tão sólido. No entanto, volume de investimento e nível de impacto são coisas bem diferentes.
O desafio agora não é mais provar a importância do bem-estar, mas sim tirar os projetos do papel e entregar resultados reais.
A força dos programas holísticos e integrados
Ointenta e quatro por cento dos líderes de RH afirmam que o movimento e o condicionamento físico são fundamentais para sustentar a performance e a resiliência dos colaboradores.
Outros 83% dizem o mesmo sobre a qualidade do sono e a recuperação. Já 78% destacam as conexões sociais, enquanto 76% apontam a terapia e outros 76% mencionam o mindfulness. Além disso, 75% citam a nutrição.
Já existe total clareza sobre o que impulsiona o desempenho. O desafio agora está em desenhar programas que reflitam essa percepção.
Atualmente, 87% dos líderes de RH afirmam que é fundamental ter uma plataforma de bem-estar única e abrangente. Ao mesmo tempo, 60% das empresas já estão consolidando seus programas de bem-estar em um número menor de soluções mais integradas.
Apenas 5% ainda não focam nessa estratégia.
Benefícios fragmentados estão dando lugar a soluções integradas, perfeitamente inseridas no fluxo de trabalho.
Poucas empresas estão preparadas
Apenas 39% das empresas afirmam estar preparadas para apoiar a saúde mental dos colaboradores em períodos de mudança ou disrupção.
Esse descompasso não se deve, primordialmente, à falta de programas. Afinal, a maioria dessas empresas já realizou investimentos em bem-estar.
O que existe é uma falta de preparo: a diferença entre ter recursos disponíveis e saber como acioná-los no momento certo para as pessoas certas.
Acesso global é o novo padrão de mercado
Oitenta e dois por cento dos líderes de RH afirmam que é fundamental oferecer um programa de bem-estar com alcance global, um índice que se mantém sólido tanto em grandes corporações (84%) quanto em pequenas empresas (80%).
À medida que a força de trabalho se torna mais distribuída e móvel, o cuidado com o bem-estar que acaba na fronteira não é, de fato, cuidado.
O Efeito Wellhub
O descompasso entre a intenção de promover o bem-estar e a execução prática é real, mas não inevitável. Os dados de empresas que utilizam o Wellhub revelam um cenário consistente nas cinco dimensões que as lideranças de RH e de Finanças mais valorizam.
- Redução nos custos de saúde
Setenta e três por cento das empresas que utilizam o Wellhub relatam redução nos custos de saúde, em comparação com apenas 45% daquelas que não utilizam a plataforma.
Essa diferença de 28 pontos percentuais reflete exatamente o que os CFOs acompanham de perto.
Quando os colaboradores têm acesso constante a atividades físicas, nutrição, recursos para melhorar o sono e suporte à saúde mental, a evolução de doenças crônicas desacelera, e o volume de sinistros acompanha essa queda.
- Ganhos de produtividade
Noventa e cinco por cento das empresas que utilizam o Wellhub relatam melhora na produtividadedos colaboradores, em comparação com 88% daquelas que não utilizam a plataforma.
Estresse crônico, noites mal dormidas e burnout não tratado prejudicam diretamente o foco, a tomada de decisão e a capacidade de concentração necessários para entregar grandes resultados.
Quando os programas eliminam essas barreiras ao integrar o suporte ao bem-estar no fluxo de trabalho, em vez de exigir que o colaborador lide com diversas plataformas, os ganhos de produtividade tornam-se reais e mensuráveis ao longo do tempo.
- Melhora na saúde mental
Setenta e cinco por cento das empresas que utilizam o Wellhub relatam melhora na saúde mental dos colaboradores, em comparação com 59% daquelas que não utilizam a plataforma.
Programas holísticos que abrangem atividade física, nutrição, qualidade do sono e terapia superam consistentemente o desempenho de soluções focadas em frentes isoladas.
Além disso, 95% das empresas que utilizam o Wellhub afirmam estar preparadas para apoiar a saúde mental das equipes em períodos de mudança ou instabilidade, frente a 88% das que não utilizam a plataforma.
- Maior resiliência frente às mudanças
Noventa por cento das empresas que utilizam o Wellhub afirmam que seu programa de bem-estar é fundamental para fortalecer a resiliência dos colaboradores diante dos desafios profissionais, contra 82% das que não utilizam a plataforma.
A resiliência não é uma característica inata ou imutável. É uma habilidade que as empresas podem escolher cultivar ou deixar minguar, e o cenário corporativo atual consome essa reserva muito mais rápido do que a maioria dos programas consegue repô-la.
- Sob medida para uma força de trabalho global e distribuída
Oitenta e dois por cento dos líderes de RH consideram essencial oferecer programas de bem-estar com alcance global.
O Wellhub está presente em mais de 18 países, conectando colaboradores a mais de 100 mil academias, estúdios e serviços digitais para atividade física, mindfulness, terapia, nutrição e qualidade do sono — tudo em uma única assinatura.
Com o recurso de check-ins internacionais, os profissionais têm acesso à rede em qualquer país onde operamos. Assim, um dia de viagem nunca mais precisa ser um “dia perdido” para o autocuidado.
Perguntas frequentes sobre ROI do Bem-Estar e retenção de talentos na era da IA
Por que a retenção de talentos é uma prioridade para 2026?
A retenção de talentos se tornou prioridade porque a IA está transformando funções em ritmo acelerado e aumentando a disputa por profissionais de alta performance. Hoje, 88% das empresas afirmam que reter esses talentos é seu principal objetivo para 2026.
Como a saúde mental afeta os resultados das empresas?
Para 72% dos líderes de RH, o declínio da saúde mental dos colaboradores aumenta os custos operacionais por meio de gastos com saúde, absenteísmo, perda de produtividade e rotatividade. Além disso, 51% das empresas associam problemas de saúde mental à redução do desempenho.
Por que profissionais com habilidades em IA estão mais propensos a mudar de empresa?
A demanda por competências ligadas à IA continua crescendo. Atualmente, 62% dos líderes de RH temem perder colaboradores com habilidades em áreas como automação de fluxos de trabalho, design de prompts e interpretação de resultados gerados por IA.
Qual é a importância do bem-estar para os talentos de alta performance?
O bem-estar tem um peso ainda maior para os profissionais que entregam os melhores resultados. Hoje, 86% dos líderes de RH consideram os programas de bem-estar muito ou extremamente importantes para colaboradores de alta performance, e 85% afirmam que eles são importantes para manter esses talentos na empresa.
Os programas de bem-estar geram retorno sobre investimento?
Sim. Entre as empresas que mensuram o retorno dos seus programas de bem-estar, 95% relatam resultados positivos. Os benefícios mais citados incluem redução de custos com saúde, aumento da produtividade, fortalecimento do engajamento e maior retenção de talentos.
Prepare sua estratégia de talentos para a era da IA
Atrair, desenvolver e manter os melhores talentos exige uma abordagem que vá além da remuneração. Em um cenário de mudanças constantes, as empresas precisam criar condições para que as pessoas sustentem a performance, fortaleçam a resiliência e encontrem apoio para enfrentar novos desafios.
O bem-estar influencia diretamente a experiência dos colaboradores, o engajamento e a capacidade das equipes de manter resultados consistentes ao longo do tempo. Por isso, organizações que investem nessa frente ganham uma vantagem importante na construção de equipes mais fortes e preparadas para o futuro.
Baixe o estudo completo ROI do Bem-Estar 2026 e descubra como as empresas estão conectando bem-estar, retenção de talentos e resultados de negócio em um cenário de transformação acelerada.
Referências
- MICROSOFT. AI at Work Is Here. Now Comes the Hard Part. Acessado em junho de 2026, em https://www.microsoft.com/en-us/worklab/work-trend-index/ai-at-work-is-here-now-comes-the-hard-part
- WELLHUB. Panorama do Bem-Estar Corporativo 2026. Acessado em junho de 2026, em https://wellhub.com/pt-br/recursos/panorama-do-bem-estar-corporativo-2026/
- WELLHUB. ROI do Bem-Estar 2026. Acessado em junho de 2026, em https://wellhub.com/pt-br/recursos/roi-do-bem-estar-2026/
Categoria
Compartilhe

A Equipe Editorial do Wellhub traz aos líderes de RH as informações necessárias para promover o bem-estar dos colaboradores. Em um cenário profissional em rápida evolução, nossas pesquisas, análises de tendências e guias práticos são ferramentas importantes para levar cada vez mais satisfação e saúde ao ambiente de trabalho.