Atividades de bem-estar no trabalho: ideias práticas para melhorar desempenho e saúde
Última alteração 19 de fev. de 2026

Imagine a seguinte cena: a empresa cresce, as metas são batidas e a liderança comemora. Mas, no dia a dia, o time perde o fôlego antes mesmo do fim do expediente. A atenção escapa, o humor oscila e o cansaço vira rotina.
Em 2026, ignorar isso não é mais uma "questão de clima". É um risco direto à performance.
As atividades de bem-estar no trabalho saíram da prateleira de benefícios opcionais e assumiram o centro da produtividade. O Panorama do Bem-Estar Corporativo 2026 revela que 86% dos colaboradores colocam o bem-estar no mesmo patamar do salário, e 89% afirmam trabalhar melhor quando priorizam a própria saúde.
Com o bem-estar tão ligado ao desempenho, o recado é claro: de nada adianta bater a meta hoje e perder a sustentabilidade do negócio amanhã.
A virada de chave para o RH está aqui: além do Panorama, dados do Brasil e do mundo mostram exatamente onde a corda está arrebentando e quais ações realmente ajudam a reduzir o estresse, elevar a energia e fortalecer a conexão do time.
Eleve sua estratégia com ideias práticas que saem do papel e geram impacto real.

O cenário brasileiro em 2025–2026
Em janeiro de 2026, a Agência Brasil trouxe um alerta com dados oficiais: mais de 4,12 milhões de trabalhadores foram afastados temporariamente por problemas de saúde em 2025. No topo da lista? Transtornos ansiosos e episódios depressivos.
Isso está longe de ser apenas uma estatística de saúde pública. É um impacto silencioso e direto na sua empresa, refletindo em:
- Continuidade operacional: projetos travam com ausências não planejadas.
- Custos trabalhistas: aumento de despesas com saúde, horas extras e reposição.
- Sobrecarga das equipes: quem fica precisa absorver o trabalho de quem saiu, gerando um ciclo vicioso.
- Clima organizacional: a tensão e o estresse se espalham como um efeito dominó.
A equação é simples: se os afastamentos crescem, a produtividade sofre. E, quando a produtividade cai, a conversa no RH deixa de ser sobre pacote de benefícios e vira, inevitavelmente, sobre a sustentabilidade do negócio.
O cenário global confirma a tendência
Se os números do Brasil acendem o alerta, os dados globais provam que essa é uma mudança estrutural no mundo do trabalho.
O relatório State of the Global Workplace 2025, da Gallup, escancara essa realidade: o engajamento global estacionou em 21%, e 40% dos trabalhadores relataram ter sentido estresse significativo no dia anterior à pesquisa.
O impacto desse dado na operação é crítico. Na prática, o estresse constante reduz a capacidade de foco, aumenta o volume de retrabalho e enfraquece a colaboração entre os times.
Para combater esse desgaste, a rota precisa mudar. O Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, destaca que as empresas já estão reformulando suas estratégias de força de trabalho. A prioridade de quem está à frente do mercado é construir resiliência, adaptabilidade e sustentabilidade humana.
Ou seja: o mundo corporativo já entendeu que não existe produtividade a longo prazo sem saúde sustentável.
Quais atividades de bem-estar no trabalho geram impacto real?
Se as empresas já sabem que não existe produtividade a longo prazo sem saúde sustentável, o desafio do RH agora é prático. Mas com tantas opções disponíveis, por onde começar?
Quando questionados sobre o que realmente funciona para aliviar a carga de estresse, os próprios colaboradores apontam o caminho: prática de exercícios, melhora do sono e conexão social.
Para as empresas, isso cria uma rota clara de atuação em três frentes:
- Movimento como regulador de energia
Programas que incentivam a atividade física recorrente — seja via parcerias com academias, desafios de passos ou acesso híbrido a modalidades — não são um luxo corporativo. Eles atuam como reguladores naturais de estresse e foco.
O relatório 2025 Global Wellness Economy Monitor, do Global Wellness Institute, comprova esta mudança ao mostrar a expansão contínua das soluções corporativas de saúde integrada, num mercado global que já atingiu o recorde de 6,8 biliões de dólares. O movimento é uma ferramenta de estabilidade emocional e cognitiva.
- Saúde mental como estratégia de retenção
Os dados oficiais da Agência Brasil deixam claro que a ansiedade e a depressão são as principais causas de afastamento temporário. Por isso. facilitar o acesso à terapia, oferecer conteúdos estruturados de gestão emocional e incentivar pausas conscientes são ações diretas de redução de danos.
- Conexão social como motor de engajamento
Aquele engajamento global alarmante de apenas 21%, apontado pela Gallup, está intimamente ligado à desconexão no ambiente de trabalho. Promover atividades coletivas — como clubes internos, iniciativas comunitárias e desafios em grupo — fortalece o senso de pertencimento. É essa adesão emocional que transforma uma ação isolada de RH em uma cultura forte.
Atividades de bem-estar no trabalho: ideias práticas para melhorar desempenho e saúde dos colaboradores
Se você chegou até aqui, já deu um passo importante: o bem-estar deixou de ser visto como algo secundário e passou a ocupar um papel estratégico na performance da empresa.
Agora, o desafio é transformar intenção em prática. Quais atividades de bem-estar no trabalho realmente geram resultado? E como conectar saúde, engajamento e desempenho de forma consistente?
Um bom ponto de partida é ter clareza de objetivo. Iniciativas eficazes de bem-estar costumam atender a pelo menos um destes cinco pilares:
- Reduzir o estresse.
- Aumentar a energia.
- Melhorar o foco.
- Fortalecer a conexão entre as pessoas.
- Sustentar hábitos saudáveis no longo prazo.
Quando uma ação impacta dois ou mais desses pontos ao mesmo tempo, o efeito é potencializado — tanto para as pessoas quanto para o negócio.
A seguir, veja cinco caminhos práticos para colocar essa estratégia em movimento.

- Desafios de movimento corporativo
O movimento é a porta de entrada mais acessível para o bem-estar. Não se trata de impor uma cultura fitness extrema, mas de incentivar a consistência leve. Desafios mensais de passos, trilhas de alongamento antes da primeira reunião ou campanhas de 30 dias em movimento funcionam porque são fáceis de aderir e geram microvitórias diárias.
Como vimos no Panorama do Bem-Estar Corporativo 2026, a atividade física é o principal mecanismo de alívio do estresse. A matemática estratégica aqui é imbatível: o movimento melhora o sono, o sono melhora o foco, e o foco eleva o desempenho.
Na prática
- Crie metas coletivas de passos com um ranking amigável.
- Estimule pausas ativas de 5 a 10 minutos.
- Ofereça variedade (caminhada, yoga, funcional).
- Integre os desafios aos aplicativos que o time já usa.
O segredo não é exigir alta performance, é facilitar a adesão.
- Pausas estruturadas para foco e recuperação mental
Em ambientes híbridos e hiperconectados, a fadiga cognitiva é implacável. Reuniões em sequência, excesso de tela e multitarefas drenam a bateria mental da equipe. Criar respiros curtos — como sessões de mindfulness de 10 minutos ou pausas guiadas para respiração — alivia a pressão acumulada ao longo do dia.
Na prática
- Insira "pausas de energia" no calendário oficial.
- Crie blocos de silêncio entre reuniões.
- Treine a liderança para respeitar esses momentos.
Quando a pausa é legitimada pelo gestor, ela deixa de ser vista como “falta de produtividade” e passa a ser reconhecida como uma ferramenta estratégica de desempenho.
- Clubes internos e atividades sociais de baixo esforço
Bem-estar também é pertencimento e o apoio social reduz drasticamente o desgaste emocional. Criar clubes internos (de corrida, leitura, culinária saudável ou meditação) transfere a motivação do nível individual para o coletivo, aumentando a adesão.
Na prática
- Mapeie os interesses da equipe com pesquisas rápidas.
- Apoie grupos voluntários liderados pelos próprios colaboradores.
- Ofereça incentivos simbólicos e divulgue as histórias de quem participa.
O impacto disso vai muito além da saúde: fortalece a cultura.
- Programas de sono e recuperação
O sono é, ao mesmo tempo, o pilar mais negligenciado e o mais poderoso da performance. O cansaço crônico destrói a clareza mental, multiplica a taxa de erros e sabota a tomada de decisão.
Na prática
- Promova campanhas sobre higiene do sono e desconexão digital.
- Incentive o cumprimento de horários previsíveis.
- Estabeleça políticas claras de não-envio de mensagens fora do expediente.
Quando a empresa blinda o descanso do time, ela protege a performance do dia seguinte.
- Programas integrados
Aqui está o grande divisor de águas estratégico. Ações isoladas geram um pico de empolgação inicial, mas a adesão despenca logo depois. Já os programas integrados — que unem movimento, saúde mental e conexão social em uma única jornada — constroem consistência.
O Panorama do Bem-Estar Corporativo 2026 escancara uma oportunidade: poucos colaboradores sentem que o bem-estar está realmente incorporado à cultura da empresa. Transformar iniciativas soltas em um sistema contínuo é o que diferencia as melhores marcas empregadoras.
Na prática
- Crie um calendário anual com pilares rotativos (ex: mês do movimento, mês do foco).
- Integre os desafios físicos e mentais.
- Meça a adesão mensalmente.
- Ajuste a rota com base no feedback da equipe.
Como saber se a estratégia está funcionando?
Essa é a pergunta que separa uma ação simbólica de uma estratégia de RH madura. Se o desempenho melhora quando o bem-estar aumenta, os indicadores do negócio vão refletir isso. Acompanhe o impacto através de:
- Métricas de engajamento: taxa de participação nas atividades e frequência de uso dos benefícios.
- Métricas de clima: resultados do eNPS e pesquisas trimestrais de energia e nível de estresse.
- Métricas de negócio: redução nas taxas de absenteísmo e de turnover.
A execução na prática: adaptando a estratégia ao seu modelo de trabalho
Saber quais atividades geram impacto é apenas parte da equação. O sucesso da implementação depende de como essas ações se encaixam na rotina real do colaborador. Afinal, a fonte de estresse de quem enfrenta trânsito todos os dias é bem diferente daquela de quem trabalha na mesa da sala de casa.
Para que o bem-estar seja orgânico e sustentável, a estratégia precisa respeitar o formato da sua operação.
O desafio do modelo presencial: quebrar o ciclo de exaustão
Em ambientes majoritariamente presenciais, o maior vilão costuma ser o ritmo intenso e a falta de pausas reais. Aqui, intervenções curtas e recorrentes fazem toda a diferença.
Pausas ativas entre reuniões, espaços físicos dedicados à recuperação mental (como salas de silêncio) e o incentivo a caminhadas breves após o almoço quebram o acúmulo de tensão ao longo do dia.
Outra tática poderosa é "pegar carona" em rituais que já existem. Por exemplo: iniciar a reunião semanal de resultados com dois minutos de respiração guiada. Pode parecer simples, mas a repetição consistente muda a energia da equipe — e a energia dita o nível das entregas.
O desafio do modelo híbrido e remoto: combater o isolamento e a sobreposição
Quando o escritório se mistura com a casa, o maior risco é a sensação de isolamento e a ausência de fronteiras claras entre a vida pessoal e profissional. Neste cenário, as atividades com foco social ganham um peso enorme.
Clubes internos virtuais, desafios coletivos de movimento monitorados por aplicativos e encontros opcionais sobre saúde fortalecem o senso de pertencimento. Além disso, é crucial que o RH ajude a estabelecer limites digitais. Incentivar a desconexão e respeitar intervalos protege a saúde mental e blinda a qualidade do sono do time.
O segredo à distância é criar rituais previsíveis: quando o colaborador sabe que toda quarta-feira há uma pausa estruturada ou um desafio mensal, o cuidado deixa de depender exclusivamente da sua própria força de vontade.
Como envolver a liderança sem transformar a ação em obrigação
Nenhuma iniciativa de bem-estar sobrevive se a liderança não comprar a ideia. Mas existe uma armadilha comum: o gestor comunica o programa com entusiasmo, mas nunca participa. Quando isso acontece, a mensagem perde a credibilidade na hora.
A participação da liderança não precisa ser performática, ela precisa ser autêntica. Quando um diretor comenta genuinamente que está tentando melhorar o próprio sono ou que aderiu ao desafio de passos da equipe, ele normaliza o cuidado.
Reduzir o estigma de "parar para se cuidar" é vital. Lembre-se: cultura organizacional não muda por e-mail institucional, muda pelo comportamento observado no dia a dia.
O impacto invisível (e os resultados concretos)
Quando as atividades ganham consistência, o retorno não aparece imediatamente nas planilhas. Ele começa a se manifestar em sinais muito sutis na rotina:
- Reuniões mais objetivas e focadas.
- Queda na irritabilidade durante momentos de alta pressão.
- Aumento da colaboração espontânea entre as áreas.
- Redução de conflitos reativos.
- Times chegando ao fim do expediente com mais fôlego.
Com o tempo, essa mudança de clima transborda para os indicadores que a diretoria acompanha de perto: queda no absenteísmo, maior retenção de talentos e um salto no engajamento geral.
E este é o ponto central que muda o jogo para o RH: melhorar a saúde e elevar o desempenho não são objetivos opostos. Eles são, indiscutivelmente, interdependentes.
Como implementar atividades de bem-estar no trabalho em 90 dias
Você não precisa de um ano para transformar a cultura da sua empresa. Precisa de método.
O erro mais comum do RH é tentar lançar um programa completo e complexo logo de cara, o que acaba gerando baixa adesão. O que realmente funciona é estruturar um ciclo de 90 dias com foco claro, comunicação consistente e evolução progressiva.
Veja o passo a passo sugerido para colocar esse plano em prática:
Dias 1 a 30: Diagnóstico, escuta e primeira ativação
Antes de propor qualquer atividade, você precisa entender o cenário real do seu time. E isso não significa disparar uma pesquisa longa e cansativa. Uma pesquisa de pulso rápida e objetiva já resolve o problema.
Pergunte apenas o essencial:
- Como você avalia seu nível de energia atual?
- O que mais impacta negativamente o seu bem-estar hoje?
- De qual tipo de atividade você participaria com mais facilidade na rotina atual?
Essa escuta tem um efeito duplo: coleta dados direcionais e aumenta o engajamento imediato, pois o colaborador percebe que foi ouvido antes da decisão ser tomada.
Com as respostas em mãos, escolha um pilar inicial. O movimento costuma ser o melhor ponto de partida porque é acessível e gera impacto rápido na energia e no humor.
Implemente algo simples: um desafio de 30 dias com metas leves, pausas ativas estruturadas e comunicação semanal celebrando quem está participando. Nada complexo. Nada que exija um orçamento astronômico.
O objetivo do primeiro mês não é mudar a cultura, é criar adesão.
Dias 31 a 60: Expansão para saúde mental e recuperação
Depois que o pilar do movimento começa a ganhar tração, é hora de ampliar o impacto. Neste segundo mês, introduza ações focadas na mente, como sessões curtas de mindfulness, pílulas de conteúdo sobre gestão de estresse ou acesso facilitado a suporte psicológico.
A regra de ouro aqui é a coerência com a rotina. Se a agenda do time já está estrangulada, não adicione uma palestra obrigatória de uma hora. Ofereça intervenções de 10 minutos.
Esse período também é ideal para trabalhar o sono e a recuperação. Pequenas campanhas sobre desconexão digital, incentivo a pausas reais e conscientização sobre o descanso ajudam a sustentar o fôlego criado no primeiro mês.
A essa altura, o colaborador já percebe que a sua iniciativa não foi uma ação isolada de RH, mas sim uma estratégia estruturada.
Dias 61 a 90: Conexão social e consolidação cultural
No terceiro mês, o foco vira pertencimento. É o momento de estimular clubes internos, desafios em equipe ou grupos de interesse que conectem as pessoas por afinidade. Quando o bem-estar passa a ser vivido no coletivo, ele deixa de depender apenas da disciplina individual e ganha força de grupo.
Também é a hora de medir o retorno prático das suas ações. Rode uma nova pesquisa curta e compare com o diagnóstico inicial (do dia 1). Avalie a evolução na percepção de energia, redução de estresse e o nível de motivação da equipe.
Não espere uma transformação radical em apenas 90 dias. Mas espere — e comunique — sinais claros de mudança no clima. Quando você mostra à empresa e à liderança que houve evolução com base em dados, você reforça a legitimidade do programa e garante apoio para os próximos passos.
Como manter as atividades de bem-estar vivas após os 90 dias
O maior risco após um ciclo inicial de sucesso é a iniciativa perder o ritmo.
Para evitar que o engajamento caia, transforme os pilares que você testou em um calendário anual rotativo. Defina, por exemplo, um trimestre com foco maior em movimento, o seguinte em saúde mental e o próximo em conexão social — mantendo os demais sempre ativos, mas em menor intensidade (fase de manutenção).
A regra é clara: a consistência é muito mais importante do que a intensidade. E lembre-se: atividades de bem-estar no trabalho não precisam ser caras para funcionar. Elas precisam ser frequentes e perfeitamente alinhadas à realidade da sua equipe.
O que você pode esperar de impacto real
Quando as ações são consistentes e integradas, o retorno não demora. Três mudanças comportamentais começam a ficar evidentes na rotina:
- Energia mais estável ao longo de toda a semana.
- Maior abertura para colaboração entre as pessoas.
- Redução da reatividade e atritos em momentos de alta pressão.
Esses sinais comportamentais sempre antecedem os indicadores formais. Com o tempo, eles se refletem diretamente nas métricas que a empresa acompanha: menor absenteísmo, maior retenção de talentos e uma melhor percepção de clima.
Desempenho e bem-estar não apenas caminham juntos, eles são a mesma jornada.
Como saber se as atividades de bem-estar estão realmente funcionando
Você implementou o movimento, as pausas estruturadas e as iniciativas de apoio à saúde mental. O time participou e o clima parece mais leve. Mas como transformar essa percepção em evidência?
Medir o impacto do bem-estar não precisa ser complexo, mas precisa ser inteligente. Acompanhe a evolução através de quatro camadas de indicadores:
- Adesão e recorrência
É o seu primeiro termômetro. Taxa de participação e frequência mensal são sinais claros de engajamento real.
- Percepção de energia
Uma pergunta simples em uma pesquisa de pulso trimestral — "Como você avalia seu nível de energia no trabalho hoje?" — revela tendências cruciais ao longo do tempo.
- Clima emocional
Observe as variações no eNPS, na sensação de apoio da liderança e na percepção de equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
- Indicadores de negócio
Acompanhe o absenteísmo e o turnover. Eles não despencam da noite para o dia, mas respondem diretamente à consistência da nova cultura.
A função da medição não é provar um ROI financeiro imediato no primeiro mês, mas sim comprovar internamente o que o Panorama do Bem-Estar Corporativo 2026 já atestou: a sustentabilidade da performance melhora quando o bem-estar é priorizado.
O erro silencioso que você precisa evitar
Existe um risco perigoso na reta final da implementação: transformar o bem-estar em mais uma obrigação corporativa.
Se o colaborador sentir que precisa "performar no bem-estar" além de bater as metas do trabalho, o efeito será exatamente o oposto: mais estresse. A chave para o sucesso é a autonomia.
O papel do RH é oferecer caminhos e ferramentas, não criar imposições. Afinal, bem-estar sustentável não é campanha de incentivo, é comportamento repetido com naturalidade.
O que realmente muda quando você acerta
Quando a estratégia de bem-estar é bem executada, algo profundo acontece na estrutura da empresa.
Isso não significa a ausência de desafios, metas agressivas ou momentos de pressão. Significa, na prática, que a equipe constrói uma capacidade muito maior de enfrentá-los sem quebrar. O foco se sustenta, a colaboração flui com menos atrito e o clima permanece estável mesmo na turbulência.
A grande virada de chave é esta: saúde e desempenho deixam, definitivamente, de ser forças opostas. Eles passam a ser engrenagens que se reforçam.
A ponte definitiva entre a saúde do time e as metas do negócio
Quando a equipe perde o foco, trabalha no limite do cansaço e vê o humor oscilar diariamente, a conta chega direto nos resultados da empresa. Afastamentos por ansiedade e depressão crescem, o engajamento despenca e o estresse crônico drena a produtividade de ponta a ponta.
Um programa de bem-estar corporativo estruturado reverte exatamente esse ciclo. E faz isso com ações simples, mas consistentes: o movimento regula a energia, o apoio à saúde mental alivia a pressão e as iniciativas coletivas fortalecem a conexão.
Ao transformar o cuidado em uma rotina estratégica, o seu RH blinda o desempenho da equipe, garante a retenção dos melhores talentos e sustenta a estabilidade operacional do negócio.
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Referências
- AGÊNCIA BRASIL. Doenças afastaram 4,1 milhões de trabalhadores de suas funções em 2025. Acessado em fevereiro de 2026, em https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-01/doencas-afastaram-41-milhoes-de-trabalhadores-de-suas-funcoes-em-2025
- GALLUP. State of the Global Workplace 2025. Acessado em fevereiro de 2026, em https://www.gallup.com/workplace/349484/state-of-the-global-workplace.aspx
- GLOBAL WELLNESS INSTITUTE. Global Wellness Economy Monitor 2025. Acessado em fevereiro de 2026, em https://globalwellnessinstitute.org/industry-research/2025-global-wellness-economy-monitor/
- WELLHUB. Panorama do Bem-Estar Corporativo 2026. Acessado em fevereiro de 2026, em https://wellhub.com/pt-br/recursos/panorama-do-bem-estar-corporativo-2026/
- WORLD ECONOMIC FORUM. The Future of Jobs Report 2025. Acessado em fevereiro de 2026, em https://www.weforum.org/publications/the-future-of-jobs-report-2025/
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